domingo, 9 de março de 2008

Tirando as pessoas, o resto é fácil

Semana passada me dediquei a conhecer as cabeças por trás da Fundação Cultural de Curitiba. Todos dispostos a trabalhar e de portas abertas - inclusive o presidente Paulino Viapiana.

Eles me ofereceram total liberdade para dar palestras ou oficinas. Os imóveis da Fundação estão a disposição. Basta ter vontade e dar um plano bem feito.

Oportunidade interessante para fazer uns trocados. Porém (sempre tem um "porém" quando estamos falando de ação cultural nestas bandas) dificilmente há público para quem não é conhecido. Geralmente, quem elabora um evento tem muitos amigos ou é consagrado.

Para os padrões da Fundação, dez pessoas é sucesso. A feira do livro curitibana, Curitiba Literária, superou todas as expectativas ao conseguir reunir 40 nas mesas-redondas.

Não que eu estivesse interessado em fazer uma oficina. Mas é curioso que tudo seja fácil, salvo pelas pessoas. "É difícil tirar o povo de casa", desabafou um alto funcionário.

sábado, 8 de março de 2008

Decepção e reparação

Vale a pena ler o texto Decepção e Reparação de Ignácio de Loyola Brandão no Estadão desta sexta-feita. Trechos:

(...)Bibliotecas não podem ser passivas, precisam ser ativas, promover coisas, tornarem-se atraentes, interessantes. Há no Brasil uma enorme incompreensão em relação a elas. Viajo e o que vejo, quando existe a biblioteca (prestem atenção, quando existe) me estarrece. Em geral, enviam para elas velhos funcionários às vésperas da aposentaria. Lugar de encosto. Gente que só espera cumprir tempo de serviço e fica ali sentada atendendo com má vontade, mandando crianças ficarem quietas, reprimindo. Uma vez, em Campo Grande, numa escola em que meus filhos estudavam, a biblioteca era o lugar de castigo. Punia-se trancando o aluno na biblioteca. Ou seja, criava-se uma relação de desgosto. Quando se deve criar amor.

(...) Em cada biblioteca que passo, pergunto: qual é o critério para a compra de livros? Em 90% dos lugares, respondem-me: quando há verba, recorremos à lista da Veja para saber o que o público quer. Parece-me um raciocínio perverso, porque raramente os melhores e os bons livros estão nas páginas da Veja. Perceberam o detalhe? Quando há verbas.

Leia o texto completo aqui.

Leia também:

sexta-feira, 7 de março de 2008

Ei qué te pasa Buenos Aires? ♬♪♫

Cumpri três dos quatro objetivos que tinha planejado para hoje.

1. Conversar com Josefina Ferrari, de Lingua Brasil, sobre o livro
2. Deixar dois exemplares em Casa do Brasil
3. Passar pela Câmara de Comercio Brasilera
4. Conversar com Julio, de Espacio Idiomas, sobre o livro

O ponto 1 não aconteceu. Mesmo tendo avisado ontem por email e ao secretário do lugar, não consegui me encontrar com a coordenadora do instituto. Tudo bem, fica para a próxima semana.

A reunião com a Casa do Brasil foi ótima. Aliás, é uma das escolas de línguas aonde eu aprendi meu português (as outras foram o Instituto Lenguas Vivas e a Escola João Varella). Bati um bom papo e deixei dois exemplares em consignação. A simpática livraria deles é um quarto cheio de cultura brasileira. O verde e o amarelo são as cores predominantes, obvio.

Logo apareci de imprevisto na Câmara. Nestas últimas semanas tentei falar com a gerente (já tive uma reunião com ela no ano passado, antes do lançamento) mas não consegui passar o filtro dos assistentes dela. Não sei qual é a chave mágica, mas por telefone era impossível marcar uma reunião. A urgência era a seguinte.

A Feira do Livro acontece do 24 de abril ao 12 de maio. É um megaevento no qual Curitibocas quer estar presente. O único jeito para nosso livro, é vendê-lo no stand da Embaixada do Brasil. Claramente, ter o apóio da Câmara no primeiro contato com a Embaixada é diferente que ir sozinha a tocar na porta. Então, apareci lá e conversei com a gerente. Se tudo dar certo, semana que vem vamos ter avançado nesta possibilidade. Ah, detalhe: se você for na Câmara, vai encontrar o Curitibocas bem exposto lá.

O último objetivo da jornada era ir no Espacio Idiomas. Conversei com um dos professores para incluir o livro como material didático nas aulas de português. Estive lá uns 20 minutos. Ele vai ler o Curitibocas para avaliar com outros professores se o texto é adequado para as necessidades do curso. Ele parece exigente com o tipo de material que precisa, mas não perco nada tentando. Quarta-feira que vem vou ter uma resposta e o livro de volta.

Foi um dia agitado mas que rendeu bons resultados, eu acho. O lado ruim é que estes lugares não ficavam perto um do outro. Pior, o metrô teve demoras. Um pouco de claustrofobia urbana para uma quinta-feira.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Livraria com paranaenses na estante

A Pedra da Gazeta deixou imensa lacuna no mercado de livros em Curitiba. Em pouco tempo, o cantinho do Anthony Leahy se transformou em referência obrigatória para quem estivesse em busca de um livro feito por alguém da província.

Ontem descobri que há um outro lugar com a mesma proposta. É a Livraria Dario Vellozo. Fica na antiga sede da Fundação Cultural, em frente a grotesca fonte do Cavalo Babão, no Largo da Ordem.

Descobri por sorte. Fui conversar com o coordenador de literatura da FCC Mauro Lietz. Ele mencionou que eu poderia deixar o livro a venda na livraria. Há dois anos está ali. Nunca tinha nem ouvido falar. Isso que eu passo no Largo boa parte dos meus finais de semana.

Perguntei para a administradora da livraria porque não colocaram uma placa ou alguma coisa que indique a existência do local. "Já pedimos. Tomara que algum candidato à prefeitura faça isso este ano".

Quase caí para trás com a resposta. Quer dizer que a tal da vontade política é lenta, difícil e entorpecida até ali? Num dos mais conhecidos cartões postais da cidade? Uma placa?

Aff...



Leia também:

quarta-feira, 5 de março de 2008

Curitibocas em Buenos Aires

Eu quero trazer Curitibocas a Buenos Aires. Esse é um dos meus objetivos deste primeiro semestre. Como já leram, graças à Operação Buenos Aires, tenho mais 15 livros no meu poder. Hoje comecei a atuar.

Dediquei a manhã e a tarde de hoje para fazer contatos com instituições brasileiras e escolas de ensino de português. Tem bastantes lugares aqui em Buenos Aires, para minha surpresa -quem estiver interessado, click aqui. O resultado? Nos próximos dias, andarei com livros na minha bolsa para levar às reuniões que marquei com a maioria deles.

Curitibocas tem uma boa chance em terra argentina. Em breve, mais novidades.

½ chance basta

"Para alguma coisa dar errada, meia chance basta". A frase é do meu pai. E é verdade. Um axioma digno das leis de Murphy.

Isso é tudo que tenho a comentar sobre a Operação Buenos Aires, conforme proposto pela Cecilia. Deveria ter checado a reserva antes. Achei que estava tudo certo e o fiz somente no dia anterior. Causou confusão.

Cabe também destacar a influência que a nossa Polícia Federal teve na nossa porteña favorita. Nada tão rocambolesco quanto "Operação xeque-mate" ou "BBB". Está no caminho.

terça-feira, 4 de março de 2008

Novo Roda Viva

Já confessei aqui ser fã do programa Roda Viva. Hoje vi pela primeira vez o programa reformulado. E como este é um blog que trata de um livro de entrevistas, nada melhor do que volta e meia falar de um belo exemplo televisivo de entrevista.

Primeira coisa que chama a atenção é a nova identidade visual. Compare as logos


Nova logomarca

Antiga logomarca


Eu não sei vocês, mas eu gosto mais da antiga. A nova coloca um planeta... típica primeira idéia de qualquer estagiário de publicidade ao pensar em um programa amplo e de credibilidade. A velha destacava o que era mais charmoso no programa: o cenário.

Por falar nele, agora é todo branco. Até aí tudo bem. A idéia de colocar o entrevistado no centro de uma arena permanece. Mas colocar a cadeira do entrevistado no meio de um desenho do globo terrestre é francamente ridícula. Qual é a idéia? Há alguma idéia além da conexão óbvia com o logo? Pretensão de ser um programa com as coisas mais importantes do mundo?

Mais grave que isso é a troca do apresentador. Paulo Markun era elegante, apertava sem aparentar, sabia colocar ordem e pontuar o programa.

Carlos Eduardo Lins da Silva é um jornalista admirável. É autor de dois livros essenciais na profissão: Mil Dias e O Adiantado da Hora. Porém não trouxe nenhuma das características de Markun listadas acima. Não na entrevista que vi, ontem, com o deputado tucano José Anibal.

Tá, tá... ele está só começando. Mas é o meu programa favorito na televisão brasileira. Deixa eu ser chato. Talvez até eu me acostume com o passar das segundas-feiras.

Agora um enorme acerto na reforma do programa - que quase compensa os enganos - foi a trilha. Colocaram Roda Viva do Chico Buarque com arranjo de sopros e ritmo marcado por piano. Mescla de drama, solenidade e alegria perfeita, típica desse tal de Buarque.

O Roda Viva vai ao ar pela rede pública brasileira de televisão (TV Brasil, Paraná Educativa, TVE-RS, Cultura), segunda-feira, às 22h40.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Curitibocas inspira Fantástico


Maurício Kubrusly esteve em Curitiba na terça-feira passada. Gravou o quadro Me Leva Brasil, do Fantástico, com o Oilman e a Efigênia Rolim, dois personagens do Curitibocas.

Coincidência? Nada disso. A produtora do quadro, Evelyn Kuriki, entrou em contato comigo. Pediu sugestões de personagen. Passei uns 10 dos 17. Ela ficou com dois.

Acho que semana que vem vai rolar. Todo mundo aqui sabe a hora e o dia que passa o Fantástico, né?

domingo, 2 de março de 2008

+ Polaróides

Didonet Thomaz acrescenta novas informações sobre o post polaroides (in)visíveis. A parceria Bazzo/Thomaz parece ter rendido...

Por Didonet Thomaz

Ah, a foto "da garota de costas com um o brinco na orelha" (Fotografia Bruna Bazzo), enviei para a minha listagem (Brasil e exterior) com o seguinte título "Documentário do tempo virgem: horizonte 2008" na passagem de 2007-2008. Recebi, por exemplo, mensagens como estas :

"... que linda imagem! é uma peça sua, tipo, um trabalho? vejo uma flor que vai caindo...... molezinha. contadora do tempo. bela e sábia florzinha. se projeta para 2008? abraços... " (Cristina Laranja Ribas, artista plástica/MG).

"... adorei o espelho, mais ainda o reflexo, mas talvez mais ainda o branco do fundo (ou o fundo do branco). muito mar parado em 2008, e que possamos escutar cada silêncio, um abraço..." (Raquel Stolf, artista plástica, escritora/SC).

"... ui! (...) Rubens: o que significa "ui!" no seu peculiar vocab? (...) caramba, didonet... significa algo dolorido e prazeroso ao mesmo tempo..." (Rubens Pileggi, crítico de arte/RJ).

"... agradeço seu olhar de longe, mais perto do horizonte, para vislumbrar novos tempos navegar eh preciso..." (Denise Bandeira, artista visual/PR).

"... liindo..." (Maria Tomaselli, artista plástica/RS).

"... que o tempo virgem nos surpreenda com boas surpresas como esta..." (Cleomar Rocha, professor e pesquisador em artes plásticas/BA).

"... Que bonita mensagem de final de ano! Realmente, as fotos da Bruna são belos trabalhos. Mas, a direção de arte não fica atrás.

Eu espero que o tempo virgem fique grávido de coisas boas, que deverão nascer, aos poucos, em 2008...". (Tânia Bloomfield, artista plátsica/PR)

"... Uma bela fotografia feita por Bruna e que te retrata sem sombra de dúvida num belo equilíbrio de "formas" e de mensagens. Você me enviou muitas informações no decorrer desse semestre que vivi, com muitos outros, penso, num acúmulo de "fragmentos" que correm em todas as direções e nos conduzem a nenhum verdadeiro destino. O mundo (e cada um de nós) vai ter que girar fundamentalmente de 180 graus sob pena de diluição. rápida..." (Etienne Samain, antropólogo, Campinas/SP).

* * * * * * * * * * * *
Depois, a foto foi escolhida para participar da exposição "Polaróides (in) visíveis - auto retratos" - site www.sinTOMnizados.com.br/polaroides_retratos, sob a curadoria do artista plástico Tom Lisboa, não foi retirada do brunabazzo.blogspot.com/2008/01/polaroides-invisveis.html -, mas do CD que ela me deu com o Ensaio completo feito no meu apartamento-ateliê-museu; foi inserida, com outro recorte, na exposição (existiram diálogos e autorizações prévias) "Polaróides (in) visíveis - auto retratos", sem fins lucrativos. A foto, batizei-a com o nome de "não-auto-retrato" (título que não foi publicado no folder, ausente o agradecimento em nome da Bruna - a foto não é de minha autoria - fez-se um jogo pela curiosidade: inusitada foi a vontade de me retrair, isto é, de evitar um auto-retrato, interferindo nas regras da mostra "Polaróides (in)visíveis - auto retrato", valorizando o "formato polaróide".

Acontece que enviei a mesma foto, em recorte original, para ser publicada no MUVI-Museu Virtual de Artes Plásticas, aí, sim, aparecendo o crédito Fotografia Bruna Bazzo. Está online e, por meio do link www.muvi.advant.com.br.

Outra foto da Bruna (com autorização dela), foi publicada no meu CV que está na Plataforma Lattes - e ela publicou a mesma foto no seu próprio Blog, com os créditos, fazendo um link com a exposição "Polaróides (in) visíveis - auto retratos", isto é fazer rede inteligente. Acontece que na Plataforma também não há espaço indicado para o nome do autor da fotografia de cada pesquisador focado, pelo menos não encontrei o espaço. Enfim, porque perder oportunidades de mostrar uma obra de arte como essa "da garota de costas com um o brinco na orelha" se existe a possibilidade de criar links? Agradeço o diálogo que ela e eu mantivemos a respeito do assunto que não está encerrado. Agradeço ao João e Ceci, por todas as conseqüências...

A pedido: na próxima edição/publicação do livro Curitibocas - Diálogos Urbanos, séria ótima idéia trocar a foto da página 166 por esta "não-auto-retrato", fazendo outro link - a foto da Bruna merece.

sábado, 1 de março de 2008

SEEC aprova o Curitibocas

Pouco antes do meio-dia, recebo um recado. Deveria ligar urgente para a Secretaria Estadual da Cultural (SEEC).

Ligo. Atende Rosi. Com tom monocórdico avisa que eles querem editar o Curitibocas.

- O QUÊ? É SÉRIO? - digo, sem conter a felicidade e surpresa.

- Sim, mas você não esperava isso?

Segundo haviam me dito, raramente a SEEC edita livros. Um livro cheio de polêmicas e palavras duras contra o governo então, esqueça. Rosi respondeu que outros três livros foram aprovados. Tinha uma informação ruim e resolvi acreditar nela ao invés de conversar direto com a fonte. Estúpido.

O resultado reunião do conselho de editoração da SEEC sairia em outubro. Nem dei mais bola para isso. Atrasaram a divulgação do resultado. Não deram o motivo. Fato é que fomos aprovados.

Fui até a SEEC no final da tarde. Não gostaram do fato do livro já ter saído por uma editora comercial. Uma funcionária já tinha dado parecer desfavorável. Estava com um manuscrito do Curitibocas na mesa (há quanto tempo não via um desses?). Queria que eu levasse embora e tchau e benção.

Pedi para falar com Rosi. Já tinha saído. E entrava de férias justamente naquele dia. Ligamos para ela.

- Acho que vai ser bom para a SEEC ter seu livro.

Vitória! Rosi deu garantias que o livro sai de novo. Isso significa que as bibliotecas estaduais do Paraná terão uma cópia. Assim que tivermos novidades nesse sentido, informaremos aqui.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Licenciada (!!!!)

A partir de hoje, 29 de fevereiro de 2008, sou Licenciada em Comunicação Social. Fiz o curso na Universidade Austral em Buenos Aires, no período 2004-2007.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Enfia a pirâmide

Devido a uma série de compromissos, deixei este blog às traças.

Hoje voltei para faculdade. Os posts tendem a rarear ainda mais.

Falamos de pirâmide invertida na aula. Estou no último período da faculdade.

Acho que no meu primeiro dia de aula nós falamos de pirâmide invertida. Aos que não são jornalistas, trata-se da técnica de escrever um texto partindo do que é mais importante.

Esse tópico se arrasta por quatro anos. É um parasita.

Depois o professor conduziu uma discussão sobre o porquê da mídia ser considerada o quarto poder. Outra discussão centenária.

Disse que todos os poderes são corruptos.

Benett sintetizou o que senti na Gazeta do Povo do último domingo:

Se o professor era ruim, os alunos foram piores. Aceitaram. Contra-argumentaram com mais senso-comum.

E recém começou o semestre.

Eu quero morrer.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Operação Buenos Aires

Ontem recebi uma caixa com 15 Curitibocas. Só tinha seis livros aqui e estava precisando de mais alguns pra começar à distribuição em livrarias portenhas. Aliás, a Boutique del Libro já aceitou a proposta de vendê-lo, mas pra isso, é necessário contar com exemplares. Daí que surgiu a idéia da Operação Buenos Aires.

Em janeiro, fiquei sabendo que minha tia ia viajar para São Paulo por dois dias. Alguns dias mais tarde, João comentou que também estaria nessa grande cidade na mesma semana. Fácil, pensei. João leva os livros, dá pra minha tia e ela traz pra mim. Só três passos e eu teria 15 exemplares na minha casa. Mas nada é fácil, todo mundo sabe disso. (Se meu post fosse um conto, este seria o climax)

Na quinta-feira pasada às 21h, no meio duma aula de narrativa, recebi uma ligação no meu celular.
- Hola, ¿Cecilia?
- Si. ¿Quién es?
- Soy Catriel.
- ¿Quién?
- No importa. Che, escuchá. João me dice por msn que lo llames o te conectes.

Neste momento, fiz a viagem mental de quanto tempo demoraria em chegar em casa. Para aqueles que estiveram em Buenos Aires, eu estava em San Telmo e moro em San Isidro. Impossível. Sair da aula às 22h, pegar o metrô, logo o trêm e finalmente um taxi, levaria pelo menos uma hora e meia.

- Catriel, decile a João que no puedo ahora. Estoy demasiado lejos de casa.
- Tá bien, le digo. Besos.

Voltei pra sala de aula muito nervosa. Devia ser algo importante para o João fazer alguém ligar pra mim. Uns minutos antes das dez fui falar com a secretária da Casa de Letras. Ela estava por desligar o computador mas consegui acessar meu email. O João não estava online. Aconteceu que no hotel em São Paulo não havia reserva com o nome da minha tia. Liguei pra ela, perguntei o que podia ter acontecido mas me deu os mesmos dados que passei a João. Nada pra fazer.

Cheguei na terminal de trem Retiro e fui num locutório. Gastei $0,89 pesos na tentativa de ligar pra João, mas não deu certo. Tive que esperar uns 50 minutos até chegar em casa, ligar pra o hotel dele e tentar resolver esta situação. Só consegui dar pra ele o nome de outra pessoa para tentar no hotel.

Não sei exatamente o que ele fez ou com quem falou. Mas no dia seguinte recebi um email que dizia: "Hice la entrega de los libros en el hotel. El error fue que registraran a tu tía como "Morna" [o nome dela é Norma]. Pero bien, todo resuelto."


Felizmente, ontem acabou a Operação Buenos Aires. Vamos ver como fazemos para próxima entrega. Pessoalmente seria mais divertido, mas duvido dessa opção.


>>> Convido ao João a contar sua versão desta história.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Polaróides (in)visíveis

Sabe de uma coisa? Eu sou um imbecil. Deixei passar uma muito boa que envolve o Curitibocas.

Como todos sabem (ou deveriam), Bruna Bazzo fez as belas fotos do livro. Só que um monte delas acabaram não sendo usadas na edição final. Uma das imagens do ensaio com a Didonet Thomaz teve um destino inusitado. Tirado do blog da nossa super Bruna Bazzo:

A exposição organizada por Tom Lisboa, começa hoje (17 de janeiro) a partir das 19:00 no Sesc - Água Verde, e segue até o dia 21 de fevereiro. São vários auto-retratos enquadrados no formato polaroide. Mais informações ou visualização da galeria virtual em: http://www.sintomnizado.com.br/polaroides_retratos

Didonet Thomaz em polaroides (in)visíveis por Bruna Bazzo
Ainda dá tempo de ver a exposição. Poderia até inventar uma gracinha com a exposição invisível demais para mim, mas resguardo minha cretinice. Estou assumidamente envergonhado pela comida de mosca.

Em breve postaremos mais Bruna Bazzo aqui no Blog do Curitibocas.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Johannes & Tim

Dado interessante divulgado em O Estado de S. Paulo deste sábado: 41% dos 875 milhões de consumidores de lojas virtuais compram mais livros do que qualquer outra coisa.

Leia a íntegra da matéria
Na internet, quem diria, o livro impresso é campeão de vendas.

O inventor da imprensa, Johannes Gutenberg e o criador da web, Tim Berners-Lee, fazem uma bela dupla, não? A aliança entre eles é viável. Comentei sobre isso quando expliquei sobre nossa revisora, a Rochele Totta. Em outra oportunidade no ensaio Blogs, intolerância e poder.

Aproveite o clima e compre o Curitibocas via internet!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

...mais assombração me aparece

Juliano:

joaozinho varella seu gauchinho homossexual dos inferno,
vc fala mal dos curitibocas por ser natural de uma cidadezinha do tamanho de um cu
alias sendo vc gaucho deveria pelo menos mentir e escrever q é de poa
guaiba existe no mapa? qdo o rio alaga tem telefone pra pedir socorro pra capital?
pois é incompreendido bambi, se nós curitibocas nao comprimentamos ninguem no elevador
é pq nao temos segundas intencoes de dar o toba, enquanto estamos dentro do mesmo
diferentemente de seus conterraneos q conhecidos, como povo hospitaleiro, adora hospedar um macho nas costas
era só o q continha
bjos juka

Achei engraçado.

Juliano:

vc quer me dar?
eu te xingo e vc me acha engraçado
vai pra la,
vai pra la
bjos juka

Respondo que morri de rir do fato dele me mandar "bjos", mesmo sendo da terra onde não se dá o "toba" (seja lá o que isso queira dizer).

Juliano:

joaozinho nao faça assim com o tio juka
vc so pode ta de sacanagem comigo
o sr. e um fanfarrao sr. joao
o sr. acha q pode escrever um ensaio sobre curitibocas
sendo o sr. natural da regiao mais " gozada " do pais
bjos juka
Peço para que pare com os "bjos", pois estava ficando encabulado.

Ok, apoio a crítica aberta, onde há a possibilidade de diálogo e contradição. Agora criticar título e capa é desperdício de energia. Sem contar que ele vai além e desce o tacape na minha cidade.

Não conheço o sujeito. Surgiu no meu Orkut dia 21/01. Quanto mais eu rezo...

Curitibocas não tem críticas

Curitibocas é um livro sem críticas. Tanto boas quanto ruins. Salvo por gentis e rigorosos e-mails que recebi, não houve sequer uma análise aberta e acessível a todos.

Ele está nas livrarias. Os principais meios e redações receberam uma cópia pelo menos. Aonde foi parar a crítica? "Sinal que é ruim", dirá o afoito leitor que lê este blog por masoquismo.

Não. Se fosse ruim, por favor, alguém diga que é ruim. Essa é mais ou menos aquela história do blog asqueroso, lembra? O silêncio não é só com o Curitibocas.

Andei cuidando os jornais. Temos o maravilhoso Rascunho, recomendado para iniciados. Nenhum jornalão paranaense tem um espaço para a discussão literária. Eles deveriam fazer a ponte entre o grande público e os livros. Mas não. Dedicam espaço a tentar acompanhar todos os acontecimentos culturais, sem se aprofundar em nada. Se um deles fosse assim, ok, compreensível. Tem gente que não tem pressa para ser informado em real time sobre as prévias (sim, essas são só as prévias) das eleições estadunidenses. Eu já disse aqui não ter pressa alguma. Incompreensível é nenhum concorrente ter se dado conta e tentado ir por um caminho diferente.

Honrosa exceção é o Caderno G da Gazeta do Povo. Publicam em média duas daquelas misturas de texto noticioso com crítica, o que não é ruim. Só pena que eles parecem ter predileção por gente de fora. Do país.

******
Sobre as notícias-críticas da Gazeta, lembro que eu comentei sobre isso em um curso na Argentina. Eles ficaram espantados com este novo gênero jornalístico. Correram atrás do sítio e adoraram. Eu apostaria que essa criação estilística se deve a contenção de despesas.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Em todos

Responda rápido: qual o local público onde você encontra livros? Grandes são as chances de você ter respondido "biblioteca". O que não está errado. Pode melhorar.

Estava eu me recuperando de uma cirurgia de desvio de septo. Permaneci por longa hora desperto na enfermaria. Silêncio. Paredes brancas. Tudo muito sem graça. Não sei como esse ambiente pode ajudar um enfermo. Patch Adams, cara, você tem razão.

Era a hora perfeita para um bom livro. Não que fosse o meu caso especificamente - saí do hospital logo que me despertei, ainda meio tonto -, mas quantos pacientes ficam um tempão nessa condição?

E as delegacias? Parques? Terminais de ônibus? Ônibus? Cartórios? Museus? Por que só na biblioteca?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

E livros? Você lê livros?

Por mais esperanças que eu tivesse, sabia que teria que esperar antes da minha consulta. Apesar de minha pontualidade, o médico tinha um sala de espera. Este é o nome do cômodo e se um médico tem uma, pode ter certeza, ele usará. Para passar o tempo, muitos lêem as desatualizadas revistas. Ou melhor, fingem ler. Tenho a impressão que todos tentam adivinhar qual a doença da pessoa ao lado.

A mulher de meia-idade ao meu lado dava visíveis sinais de impaciência. Inflava suas magras bochechas e soltava o ar em um misto de suspiro e bufo. Folheava revistas sem nenhuma paciência, fazendo com que o som das páginas ecoasse por toda a silenciosa sala de espera.

Também agarrei uma. Perfil Náutico. Passei os olhos pela revista, para logo desistir dela. O tema da publicação tem pouco apelo para mim. Uma desatualizada edição de novembro então nem se fala. Puxei minha Piauí número 17 da bolsa.

Minha vizinha de espera lia comigo sem cerimônia. Ela puxou a conversa:

- Estudante de jornalismo... Gosta de ler?
Essa pergunta seria como perguntar para um estudante de educação física se ele gosta de esportes, mas tudo bem. Percebi que era só retórica, para puxar uma conversa. Ainda tenho um mínimo de trato com seres humanos, por mais que alguns não acreditem. A dedução dela foi graças a minha inseparável bolsa de lona da faculdade.

Respondi que sim. Minha interlocutora disse que adorava ler os clássicos. "Não trocaria milhões de dólares pela minha biblioteca", relatou. Atualmente lia uma biografia da família real portuguesa. Parecia realmente gostar de livros. Havia chegado a minha vez de responder o que lia:

- Ah, eu leio todos os dias o jornal, revistas, como a Piauí aqui e... tudo bem?
Enquanto falava, fazia expressões de quem havia recém se dado conta que meu desodorante estava vencido. Não era o caso. Parecia um indisfarçável desgosto por jornais e revistas. Se eu dissesse que leio blogs de vez em quando, acho que levava uma cusparada.

- E livros? Você lê livros?
- Ah, também todos os dias. Não consigo pregar o olho sem ler uma frase. Inclusive escrevi um - remexia na minha bolsa em busca de um marcador de páginas. Sim, eu ando com marca-páginas do Curitibocas. Nunca se sabe quando surgirá uma oportunidade de fazer propaganda.

- Ninguém consegue ler concentrado antes de dormir.
- Sim, sim, mas... - seguia remexendo na minha bolsa. Não consigo conversar e encontrar um objeto na bolsa ao mesmo tempo. Sou imperfeito. Priorizo marketing a uma discussão na porta de um consultório.

Sacralizar a leitura com um objeto certo, um momento certo e um método certo para ler é bobagem. Emprego aqui "leitura" no sentido amplo. Lê quem ouve música com atenção ou observa uma obra com cuidado. Desde que exista uma reflexão além da simples absorção do conhecimento/informação, já há um ato de leitura. O suporte livro é maravilhoso. CDs, DVDs, telas, gibis, LP, entre outros, também.

O fetiche dos livros se estabelece até na ciência. É comum os institutos de pesquisa mensurarem a cultura de uma região de acordo com a quantidade de livros lido anualmente per capita. Esse tipo de pesquisa é importante demais para ser analisada em módulo.

Aí vem aquelas fotos de revistas e jornais com o suposto pensador a frente de uma estante cheia de livros. Ou o que dizer dos psicólogos e advogados, que adoram deixar à mostra sua vasta carga intelectual em seus locais de trabalho. Convenhamos, não precisa ser intelectual de mídia, nem advogado ou psicólogo para ter um monte de livros enjaulados.

Até entendo se for um livro de consulta. Mas manter a "Revolução dos Bichos" encalacrada na estante é um crime. Acredite, se você reler o livro, o porco Napoleão terminará como o dono do granja. De novo. Aplausos para os que enxergam a bobagem do aforismo "empresto tudo, menos mulher e livro".

O médico me chamou. Não tive oportunidade de dizer tudo isso na hora. Só tive tempo de dar um marcador e recomendar (com total isenção) a leitura do extraordinário Curitibocas - Diálogos Urbanos.

*****
Tenho a esperança que o marcador de páginas desperte a curiosidade dela. Quem sabe ela entra no Google e digita "Curitibocas". Se você estiver lendo isso, por favor, não se sinta intimidada pela minha curiosidade em relação ao que te levou ao médico. Só mandar um e-mail que este será um segredo nosso.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Mais leitura por mail

Para aqueles que reclamavam da pouca variedade de livros do Leituradiaria.com, eis que encontro o Daylit. Basicamente o mesmo serviço. Só que em inglês e com mais títulos. A imensa maioria de graça.

Para quem está boiando, o assunto aqui é leitura de livros por e-mail, conforme apresentado aqui.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Eu, jornalista, assessor e escritor

- Sou o editor-chefe. Por incrível que pareça - anunciei para um casal de amigos sentados comigo em um café. Elaine sorriu, tocou a capa da revista e se encostou na cadeira. Wagner olhou a revista, olhou para mim e deu um sorriso fino em minha direção.

- Então tu não é editor-chefe coisa nenhuma - replicou, fazendo com que eu quase engasgasse com o café -. O que há de tão incrível nisso?

Havia agregado a expressão "incrível", que tinha o mesmo significado de "acredite se quiser", para amenizar. Afinal, eu era um estudante de terceiro ano de jornalismo. E a revista na qual eu me apresentava como editor-chefe tinha acabamento de luxo, capa com modelos esculturais e envernizada, diagramação ousada, mais de cem páginas com lombada quadrada. Um produto absolutamente fora da realidade para um estudante de jornalismo trabalhar. Ainda mais comandar o conteúdo.

Em um momento mais oportuno, explicarei o que era a revista Inédita!. Por enquanto, nos interessa a lição da dupla Wagner Schlichting e Elaine Borges. A dupla me convenceu do seguinte: se tu é alguma coisa, é e ponto final. Se foi por mérito, herança, nepotismo, graça divina, isso ninguém perguntou. Eles têm muita razão. Hoje, por exemplo, não tenho vergonha de dizer que sou escritor, jornalista e assessor de imprensa - este quando necessário. A Cecilia também é.

*****
Toda essa historinha à la Dona Benta pós-moderna para afirmar que eu tenho condições de escrever sobre como fazer um trabalho de assessoria de imprensa. Trabalho diretamente com isso - de um lado ou outro do balcão - há cinco anos. Repassar um passo-a-passo básico aqui no blog não é nada demais.

Tenho certeza que se não fossem as conversas com o Wagner e a Elaine - e muitos outros que sempre ensinam algo -, jamais teria coragem de dar conselhos do metier sem antes ter o diploma. Como se depois do baile de formatura eu ficasse mais sábio de um dia para o outro. Provavelmente eu estarei de ressaca no dia seguinte ao baile. E isso é tudo.

Sei que sou jornalista. Sob contrato de estágio, graças ao protecionismo de mercado imposto pelo sindicato. Aliás, bastante conveniente para as empresas de comunicação. Em todas as 13 redações que trabalhei fui cobrado para render como um profissional, ganhando geralmente 1/4 do que ganha um funcionário com carteira assinada. Sem contar FGTS, décimo terceiro e férias. E aquela história de um tutor, responsável por ensinar tudo na empresa e se preocupar com seu desempenho na faculdade? Pode até dar certo na primeira semana. Depois, meu amigo, segure-se. Não existe justa causa em estágios.

E, sim, somos escritores.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Como divulgar seu trabalho na imprensa - parte II

Retomo de onde parei.

Passo 3: Disparo
É a parte de enviar o mail com o release para a imprensa. Depois de escrever o release e catar todos os endereços, parece o mais barbada. Só que alguns cuidados devem ser tomados aqui.

  • Use um tamanho de fonte para o título e outra para o texto. Fim de papo. Nada de fazer uma miscelânea de fontes e efeitos para destacar certas partes do release. Já recebi cada coisa...
  • Mande o texto no corpo do e-mail e, se quiser, também anexo em um arquivo .doc ou .rts. Se quiser.
  • Fotos em anexo mesmo. De preferência em baixa resolução, para não pesar na caixa de entrada do jornalista. Disponha-se a enviar mais fotos e em alta, se necessário.
  • Coloque o seu mailing com cópia oculta. Evite lembrar ao jornalista que essa informação está sendo distribuída para todos. Gostamos de exclusividade. Ou, pelo menos, não gostamos de ser lembrados da falta dela.
Passo 4: Follow
Agora chega uma parte delicada. Faz parte da liturgia das assessorias de imprensa chamar os jornalistas um tempo depois do envio do release. A desculpa é para averiguar se realmente chegou o e-mail. Bah, a real ambas as partes sabem: é para reforçar o assunto na cabeça do jornalista e dar aquela insistida. "Viu como é legal o tal tal tal?". Todos nesse ramo já usam e-mail a tempo suficiente para saber que quando uma mensagem não chega vem um aviso de System Delivery Failure e seus variantes.
Acho que uma maneira honesta de fazer o follow é ligar e dizer:
- O fulano, eu acabei de te enviar um mail com o assunto tal, recebeu? Certo, só quero me colocar a tua disposição caso tenha alguma dúvida.
Nessa hora também tem muito do feeling. Se sentir que o cara está apurado, diga tchau o mais breve possível. Se o jornalista dá abertura para falar mais, mete ficha. Adriane Perin, repórter de cultura do Jornal do Estado, aproveitou meu follow para fazer uma entrevista e fechar esta matéria aqui.

Passo 5: Disponibilidade
Se fosse enumerar as práticas que eu mais detesto nas assessorias de imprensa profissionais, a número um com toda a certeza seria a mediação. Explico com um exemplo.
Recebi um release de uma grande franchise de cursinho pré-vestibular e seus resultados do vestibular da UFPR. Comprei a idéia. Queria produzir uma matéria com uma menina que tinha passado no vestibular depois de sacrifícios. Ligo para a assessoria e peço o telefone da tal menina. Não me passaram. Por mais que eu insistisse, eles queriam ligar, marcar o horário para a repórter se encontrar com a personagem e depois me ligar avisando. Aí de repente eu tinha que mudar tudo e lá vai o assessor outra vez ligar para a personagem. Um meio-de-campo bastante inútil e que só deixou o meu trabalho mais lento.
Não vejo outra explicação para essa prática se não aquela do "mostrar serviço".
Por um lado, até entendo as assessorias. Um serviço desses não é tão fácil explicar como o de um motoboy (que faz entrega ligeiro) ou de um técnico em informática (que conserta micros). Mas daí a empatar o jogo...
Enfim, meu conselho aqui se resume em dar todos os telefones que o jornalista achar necessário. Isso foi bastante útil no Curitibocas, que envolveu no mínimo 20 colaboradores se contarmos os entrevistados.

Passo 6: Sem vergonha
Última observação: no Curitibocas, não sofremos nenhum tipo de preconceito por sermos estudantes fazendo todo esse trabalho. Sim, a maioria dos que enviam mensagens para a imprensa são as assessorias ditas profissionais - não raro com trabalhos bastante amadores.
Às vezes parece que as redações são espaços herméticos, acessíveis para poucos. Não é bem assim. Pelo menos, não deveria ser. Mas isso é papo para outro momento.

*****
Bom, acho que eram esses os conselhos básicos para começar um trabalho de assessoria do próprio trabalho. Tenho certeza que se um assessor ler, vai achar que estou desprestigiando o trabalho, que não é bem assim, que tem mais um monte de coisa, verificar os resultados e blá blá blá. Não dê bola para eles e vá em frente com o seu trabalho. Se ele merecer, vai ganhar um destaque legal. E isso é mais importante do que todos esses passos.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Parada de emergência nos posts sobre como atrair a atenção da mídia. Olha o que saiu na coluna da Bia Abramo, caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo de hoje:

Pérolas, porcos e patetas

"GRAÇAS A Deus, nunca fui de ler livro." A frase, definitiva, é de uma das ilustres celebridades criadas no laboratório do "BBB", um tal de Fernando. É má política ficar indignado com aquilo que já sabemos não ser digno de atenção, mas, ainda assim, por vezes a estupidez dá tais sustos na gente que é difícil ficar impassível.
Neste caso, o mais intrigante não é, evidentemente, o fato de o moço não ser de "ler livros". A cultura escrita não goza lá de muito prestígio entre nós, brasileiros, falando de maneira bem genérica. Se consideramos o microcosmo do "BBB" -gente jovem, considerada bonita, com pendores exibicionistas, ambição de se tornar celebridade e propensa a ganhar dinheiro fácil-, o índice deve tender a quase zero.
O mais revelador é o alívio com que ele se expressa, como a dizer: "Graças a Deus não fui amaldiçoado com essa estranhíssima vontade, esse gosto bizarro, esse defeito de caráter". Qual é, exatamente, a ameaça que se pensa haver nos livros, ficamos sem saber, mas o temor de pertencer ao esquisito grupo daqueles que "são de ler livro" fala por si só.
Por outro lado, é nesses momentos de espontaneidade real que o "BBB" tem algum interesse. Embora aqueles que chegaram ao programa não sejam, a rigor, representativos de nada, nessas brechas escapa o que vai na cabeça dessas moças e rapazes, de certa forma parecidos com os que estão do lado de fora.
O desprestígio do conhecimento letrado é marca funda da sociedade brasileira -e quando é formulado com tanta veemência e clareza, é preciso prestar atenção.


Enquanto isso, na universidade de Aguinaldo Silva, o pau come. Na novela "Duas Caras", a instituição de ensino é palco de uma luta renhida entre aqueles que "querem estudar" -para vencer na vida, não mais do que isso; estudar aqui tem um valor de troca muito claro- e o bando de baderneiros e oportunistas, identificados como "de esquerda", que querem tumultuar o projeto "eficiente" do reitor, um ex-militante convertido ao ensino privado.
Todos estudam lá -as mulatas sestrosas da favela, as patricinhas do condomínio, a mulher adulta que volta à sala de aula. Só não se sabe, ao certo, o que se estuda -embora haja gente empunhando livros e cadernos, não há uma indicação sequer (nem nos diálogos, nem nas trajetórias dos personagens) de que, em uma universidade, ao contrário dos shoppings do ensino, deva se produzir conhecimento e que o conhecimento de verdade é transformador. Justamente o que deve temer o "brother" Fernando.

Original aqui (assinantes).


Detesto dar uma de papagaio, mas a análise de Abramo dispensa maiores réplicas.

O pior é que todos nós sabemos que o rapaz ainda aparecerá bastante por aí depois que o programa terminar. Os Brothers dão audiência. Quando enjoamos deles, já vem outra temporada e renova o chorume midiático.

A própria Folha reconhece que a capacidade deles atraírem público. Desde a última reforma do layout da Folha Online, as fofocas e inutilidades ganharam lugar de destaque na parte superior esqueda. No momento em que escrevo este post, a foto abaixo era destaque, logo depois da notícia "Egito fecha passagem fronteiriça de Rafah após acordo com o Hamas".
6 "BBBs" perdem prova e comida

Não precisa ser o webmaster para saber qual ganhou mais clicks.

Outra hora eu sigo com os toques para divulgação na imprensa.


Edit: cagada minha. Não salvei a foto do maravilha do BBB e sumiu do link. Bem, tente imaginar a foto de um cara fazendo biquinho logo acima de "BBBs perdem prova e comida" =P

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Como divulgar seu trabalho na imprensa

Um elemento eu acreditava que não chamaria a atenção: a divulgação do Curitibocas. Achava que isso passaria despercebido pela maioria. Afinal, um leitor que viu o livro na Gazeta do Povo, não viu necessariamente no Jornal do Estado ou no Estado do Paraná, logo não teria como chegar a essa conclusão sobre nosso trabalho. Acho que a tag repercussão deu um help para perceber que chegamos a alguns dos principais meios da cidade.

Motivado pelo fato de que o Blog do Curitibocas é freqüentado por muita gente com projetos excelentes, reproduzo aqui um guia básico do trabalho de assessoria de imprensa. Dedicado especialmente para o povo com uma grande idéia na cabeça e nenhuma noção de como atrair a atenção da imprensa.

Ah, tudo aqui descrito é baseado no que sei de assessoria de imprensa e mídia de Curitiba. Talvez a lógica em outras cidades não seja a mesma.

Passo 1: escreva um release
Release ou press-release é um texto feito especialmente para comunicar a imprensa sobre uma notícia. Geralmente ele serve como uma sugestão de pauta para o meio se interessar e fazer uma notícia. Uma mostra grátis. Porém, sejamos realistas. Aqui no Paraná grande parte da imprensa simplesmente reescreve os releases e publica assim mesmo. Ou diretamente copia e cola. Com isso temos um dilema. É melhor escrever algo para ser diretamente publicado ou que sirva para despertar o interesse do jornalista?

Passo 1a: escrever para ser publicado
Um texto publicado ou lido por um repórter de rádio já deve pensar no público-alvo, ou seja, os receptores do tal veículo. Por isso se o veículo costuma reproduzir os releases de maneira direta, faça um texto bacanudo. Isso geralmente acontece nos meios menores. Redações pequenas como a do Correio Paranaense diretamente copia e cola o que recebe.

Passo 1b: escrever para despertar o interesse
Jornalista fica inibido ao ver alguém fazendo um trabalho criativo. Ou seja, se o cara recebeu um belo texto do release e percebe que jamais escreveria algo assim, ele trava. Sério. Então para os grandes, monte um texto claro, com as informações mais importantes no começo (isso é conhecido como pirâmide invertida no jornalismo) e sem muitos adjetivos. Dá para saber quem são os grandes de Curitiba não? Uma dica então: os veículos da RPC, Grupo J. Malucelli, RIC e GPP têm plenas condições de destacar um repórter para fazer de seu release uma matéria.

Passo 2: Mailing da imprensa
Este é um nome pomposo para designar os endereços de e-mail da imprensa. No caso de um livro, convém ter o endereço dos cadernos de cultura e seus respectivos editores. Sites como o Comunique-se e Maxpress disponibilizam mailing atualizado mediante pagamento. Nós fizemos tudo artesanalmente. Simplesmente ligamos para as redações e pedimos o endereço. Para esse tipo de ligação, os jornalistas não se importam muito em atender. Eles não mordem, acredite.

Esse post está ficando quilométrico. E eu cansado. No próximo a gente segue, ok?
A seguir, cenas do próximo post.
Passo 3: Disparo
Passo 4: Follow
Passo 5: Disponibilidade

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

In natura

No camarim da RIC pintou o primeiro arrependimento com a edição do texto do Curitibocas. Estava diante de uma personagem duramente criticada em uma entrevista do livro, sem direito a réplicas. Jaqueline Pedroso, a apresentadora do Ver Mais, citada pelo Oilman queria mais detalhes dessa história.

Como já falei aqui antes, as entrevistas do livro passaram por um processo similar as de jornais e revistas (aqui, aqui e em outros posts lá por volta de maio/2007). Alguns trechos tiveram que ser suprimidos. No caso do Oilman, tivemos cuidado especial. Nelson Rebello tinha demonstrado arrependimento de ter dado a entrevista. Foi difícil convencer ele (lembra disso?).

Para não enfrentar ainda mais problemas com este personagem, reescrevi o trecho abaixo, reproduzido in natura:

(...) Eu pedi para vocês o donativo e eu quero pedir que vocês façam uma coisa séria do Oilman. Sem tapar o sol com a peneira, como eu fiz com aquela Jaqueline Pedroso do canal 7. Ela queria me entrevistar no programa dela. Não sei se vc conhece, uma moça bonita. Eu tive que cortar com ela [a] entrevista. Ela quis dizer para mim que o Oilman não tem nada haver com Curitiba. Claro que tem haver. Primeira coisa: ninguém anda em Curitiba de sunga. Você não é daqui, não acredita que o curitibano fala essas coisas – eu posso falar [por] que eu também sou curitibano -, mentira deles. Quem sai vai preso. Eles acabam com a família. (...)
A apresentadora foi citada uma vez mais na entrevista, mas apenas reforça a idéia central já exposta.

E lá estava eu no Ver Mais. Diante da moça. Eu me lembrei na hora. Só não lembrava se tinha entrado na edição final. Não entrou. Do contrário, tenho certeza agora, que não teria nenhuma conseqüência grave. Ao contrário, notei uma pequena decepção ao vermos que o nome dela não estava lá. Quero Curitibocas - Sem Censura agora.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Velhos desenhos

Acabei de encontrar estes desenhos num caderno de faculdade. Acho que eram da época da definição da capa do livro. Talvez o terceiro seja o mais próximo à capa final.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Surpresa, o chefe está logo ali

Cheguei na Ric pontualmente meia-hora antes do início do programa. Foi o que a produtora me pediu. No caminho ao estúdio, sou apresentado ao superintendente da emissora, José Carlos Caniatto. "Conversamos mais depois de sua entrevista", diz ele, sem a menor cerimônia.

Quem trabalhou em redação sabe. Os patrões estão cheios de supostas reuniões e devem sentir uma dor enorme ao apertar a mão de gente sem terno e gravata. Sem contar o asqueroso hábito dos comandados de chamar os empresários do ramo de "doutor". Imagino que seja o mesmo nas grandes corporações. Mas no caso de jornalismo, se tiver um cara pagando o salário de três repórteres já ganha o doutorado. Com o Caniatto nada disso.

Depois da entrevista - btw, depois tenho que contar sobre a conexão da apresentadora com o Curitibocas -, fui na redação dar um 'oi' para minha amiga e colega de faculdade Monique Vilela.

Consternação. A mesa do Caniatto fica no meio da redação, acessível a qualquer repórter, pauteiro, faxineiro, office-boy ou o que seja. Quer conversar com ele? Só ir ali, na mesa dele que é bem parecida a de todos.

Isso extrapola os parâmetros até das empresas pequenas e médias. Por mais que o chefe esteja com a porta aberta, ele tem uma porta. Na RIC nada disso. Ele é testemunha direta das dificuldades de todos ali. Cansei de ficar trabalhando com telefone chiado por uns dias só por receio de enfrentar a burocracia e empáfia da dita alta hierarquia corporativa.

Um repórter de uma grande redação daqui de Curitiba me contou que até alguns anos atrás, o "doutor" aparecia três vezes por ano na redação. Contadas. Cumprimentava cada repórter nesse evento. Dias de proximidade para justificar os outros 362 de distância.

É verdade que a estrutura da RIC está em reforma. Não xeretei ao ponto de perguntar se estava ali provisoriamente. Pode ser, pode ser. Mas não importa. A simpatia com que ele recebeu este reles estudante depois da entrevista foi tanta que não precisa escrever mais nada aqui.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Lembrou?

Aqui.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

[Off topic] Próxima parada, Buenos Aires

Uma coisa que com certeza não vai encontrar num ônibus de Buenos Aires é simpatia. Tente pegar o 152 (Constitución - Olivos) às 8h30. Vai ter que lutar para conseguir entrar, ficar grudado aos outros passageiros e fazer equilíbrio graças ao jeito tão particular de conduzir do motorista. "Ciudad de la furia", como diria Soda Stereo.

Pode criticar e encontrar falhas, mas o transporte curitibano é bem mais tranqüilo. Você pega o ônibus e uma moça gentilmente te indica: "Próxima parada, Paiol. Cuidado com furtos no interior do veículo". Sei que não é tudo cor-de-rosa, mas a diferença entre lá e aqui é abismal. Muitos não concordaram, tudo bem*. Já ouvi queixas relacionadas ao preço. Aliás, uma viagem em ônibus em Buenos Aires custa $0.90 pesos, e em Curitiba, $3.20 pesos (o equivalente a R$ 1.90).

E por que será que decidi escrever sobre transporte? Bom, quando volto pra Buenos Aires costumo comparar tudo de lá e daqui. Na semana passada, li no jornal que a empresa Grupo Plaza importou do Brasil 40 ônibus bi-articulados para que andem pelas ruas porteñas. Um está sendo testado nestes dias. Fiquei feliz. Quem já experimentou os "colectivos" de Buenos Aires, sabe que deixam muito a desejar. Vamos ver então se estes ônibus mais tecnológicos funcionam aqui. Só faltam as canaletas...

Veja o vídeo do bi-articulado aqui.

(Foto: Grupo Plaza)

*Se estiver interessado...
Nosso amigo Luis M. Paredes tem muito a criticar sobre o transporte público curitibano, especialmente sobre o Inter 2 (aconselho dar uma olhada no projeto dele, o Falção Prateado).

Ética da foto e do nome

Mais uma vez recebo ofensas das mais diversas por fazer uma denuncia clara e aberta. O corolário de vocábulos chulos do pessoal que não gostou é imenso. Se encaminhassem toda essa energia e riqueza para um outro lado, tenho certeza que obteriam resultados muito mais produtivos.

É, me refiro ao post anterior e, os freqüentadores assíduos sabem, ao post em que falei de um professor da PUCPR que vendia livros em sala de aula. Muitos detestaram que eu pus nome, sobrenome e foto do sujeito. A propósito, encontrei o Gerson Lima esses dias na Feirona do Largo. Está ótimo, dando aulas na Uninter.

Minha crítica a ele é quanto a atitude específica da comercialização ilícita em horário destinado ao ensino. Ele e os estudantes que se manifestaram no post não vêem problema nisso. Tentei deixar meu ponto claro: quando é para denunciar, tem que ser daquele jeito. Sem meias-palavras. Seja na esfera municipal, estadual, federal ou, como no caso do professor, organizacional, falta de ética tem de ser discutida, perseguida e exterminada.

No caso do último post, o caso é ainda mais grosso. Envolve um golpista que já tem vítimas. Seria mais fácil ficar na minha e fazer de conta que nunca vi? Claro que sim. Mas a sensação de que outro como eu poderia vir a sofrer uma rasteira não deixa eu me ficar quieto. Uma abstenção agora seria como a de Mercadante na votação de Renan Calheiros - guardada as devidas proporções, claro.

Não gosto de Renan, não gosto de Vanderlei e detesto não reagir. No país onde ser bom é ser bobo e malandro é esperto, nada prospera.

Cuidado com o troll

Sabe o inimigo que mais atemoriza um jogador de RPG novato? São os troll. Não importa quão forte você bate, ele regenera em instantes. Tem um fator de cura digno do Wolverine. Nem mesmo a temível Espada Vorpal, capaz de decapitar com um movimento consegue dar cabo do bicho.

Temo que um troll devorador de boas idéias esteja rondando amigos meus. Ceci me reenviou um mail antigo, de um amigo que hoje está nos EUA. Provavelmente ele nem lembre, mas na época que estava cheio de energia e vontade de ajudar o Curitibocas. Ele mesmo estava em busca de uma editora para editar um livro. Enviou o contato de uma certa Editora Prontuário. Reproduzo as promessas da editora ao meu amigo:


Na qualidade de editores de livros técnicos e científicos, estamos ampliando nosso catálogo e abrindo espaço para novos autores.

Isto posto, formalizamos o convite e expressamos nosso interesse para que considere a possibilidade de publicar algum livro de sua autoria em nossa editora.

Asseguramos que o presente convite não representa simples proposta comercial, mas, sim, demonstração de real interesse e certeza de transformar seu eventual livro num sucesso editorial de grande valia para a classe.

Havendo algum interesse e possibilidade de sua parte, não hesite em contatar-nos para maiores detalhes e os devidos aprofundamentos.

Atenciosamente e muito honrado,

Conheço esse estilo. Conheço quem assina o mail dessa Editora Prontuário. É o mesmo cara que tentou me golpear como Editora Certa (lembra?). A idéia desse meu faixa é boa. A vontade dele colocá-la em prática é imensa. Um trapaceiro não pode estragar tudo. Isso me deixa sem alternativa. Eis o nome de quem assina o mail:

Vanderlei Coelho

Editor Chefe

Blogueiros, editores, autores e jornalistas que freqüentam este humilde blog, marquem este nome. Aliás, marquem este rosto:



Tomem uma cervejinha com o rapaz. É a real honrosa especialidade do cara. Não mais do que isso. O novo nome que ele parece estar desenvolvendo no momento é Livraria Técnica. Mesmo que esse nome não deslanche,


Já fiquei sabendo de dois outros golpes do Vanderlei. Um envolveu um professor da USP. Outro uma amiga virtual dele. Segundo fontes da Junta Comercial, o cara é frio até no CNPJ - não é autorizado a editar livros. Na Receita tem coisas dúbias, mas chequei como pessoa jurídica e isso pode não ser o caso aqui. Combater falta de ética com mais falta de ética não leva a nada.


A propósito, trolls morrem com fogo ou ácido, substâncias que impedem a regeneração deles.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Curitibocas na Gazeta do Povo

Saiu hoje no Caderno G da Gazeta do Povo:


Curitibocas – Diálogos Urbanos
João Varella e Cecília Arbolave
(Coração Brasil, 280 págs., R$ 28,90). Entrevistas.


Os jovens jornalistas João Varella, do Rio Grande do Sul e Cecília Arbolave, de Buenos Aires, embarcaram na capital paranaense para construir um painel de personagens locais em Curitibocas – Diálogos Urbanos. Por meio de 17 entrevistas, que reúnem figuras como a poeta Efigênia Ramos Rolim, a “Rainha do Papel de Bala”; o cartunista Paixão; o miniaturista Hélio Leites; e o “super-herói” Oilman, os autores pretendem fazer um registro da história oral da cidade e, por que não, discutir a identidade curitibana.

Fonte (só para assinantes).

sábado, 19 de janeiro de 2008

Industria & Comércio x 2

Saiu publicada uma matéria no jornal Industria & Comércio no dia 7 de dezembro. Um artigo mais longo foi divulgado no site. Veja aqui.

(Na foto, Hélio Leites)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Curitibocas na Top View

Na edição de dezembro de 2007 (#86) da revista Top View saiu publicada a seguinte matéria.


Tentei escanear a capa mas não deu certo, a imagem ficava estranha.

Jornal do Estado

A matéria no Jornal do Estado, no dia 6 de dezembro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Curitibocas no Estado do Paraná

Como expliquei no post anterior, nos próximos dias vou postar as matérias sobre o livro que consegui escanear.

No dia 5 de dezembro, aparecemos no jornal O Estado do Paraná. Tínhamos anunciado sobre isso aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

17 capas

Eu prometi que não ia mais chutar o cachorro morto da Editora Certa. Permitam-me uma última cusparada.
*****
Olhe a foto ao lado. É uma vitrine cheia de Curitibocas, certo? Bem, imagine agora 17 capas diferentes. Deste mesmo livro.

Sim, essa idéia surgiu do editor da Editora Certa. Ele estava convencido de colocar uma capa para cada entrevistado. Eu até tinha aceitado. Na época, pouco me importava a capa. Queria que o livro fosse editado, azar da capa.

Felizmente, o livro foi editado por mãos mais cuidadosas. Nos safamos dessa.

Clipping Curitibocas

Depois de alguns meses de incertezas, no dia 17 de novembro do ano passado, definimos a data do lançamento do livro. Logo, divulgamos neste blog a notícia do segundo evento. A primeira presentação do livro seria no 7 de dezembro, na livraria Saraiva do Shopping Crystal, e a segunda no 14 nas Livrarias Curitiba do Shopping Estação.

É só questão de olhar nas datas para perceber que tínhamos menos de um mês para divulgar os eventos. Pior ainda, João em Curitiba e eu em Buenos Aires.

Sem perder tempo, começamos a trabalhar. Escrever press-releases, mandar mails até mais não puder, fazer vídeos dos lançamentos (veja aqui e aqui), desenhar os convites*, ligar para a mídia e fazer o "follow-up", entre outras tarefas. Foram dias de muito stress, mas os resultados foram positivos, ou pelo menos eu acho depois de avaliar o clipping.

"Curitibocas - Diálogos Urbanos" apareceu na TV (Canal 21, TV Educativa, Band TV e Transamérica), radio (BandNews, CBN e 91 Rock), jornais (Gazeta do Povo, O Guaíba, Industria&Comércio, Documento Reservado, Hora H, Curitiba Metrópole e Correio do Povo do Paraná), revista (Top View Curitiba) sites e blogs.

Nos próximos posts, colocarei algumas matérias sobre o livro que apareceram na mídia. Já foram mencionadas no blog, mas só agora consegui escanea-las. Fazendo click na tag "repercussão " podem encontrar mais clipping.



*Nenhum dos dois autores deste blog tem destaque na área de desenho. Só temos bons amigos que sabem fazer coisas geniais com Photoshop, Illustrator e Corel. Os convites foram feitos pela colombiana Camila Barrera.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Curitibocas na RIC

Darei entrevista no programa Ver Mais da RIC (retransmissora da Record no Paraná) dia 23 de janeiro, quarta-feira.

O programa vai ao ar de segunda a sexta, às 13h15.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Nome de memória

Um mês depois da Noite Curitiboca volto ao blog. A maior lição que tirei dos autógrafos dados há 30 dias é a importância da memória.

Quem me conhece sabe o quanto me custa guardar na minha cabeça um rosto ou um nome. Os dois então, nem se fala. Acho que as maratonas de Star Trek, madrugadas de RPG e certos episódios de Seinfeld danificaram permanentemente meu cerébro. Se eu fosse um computador, acho que resolveria as coisas com uma desfragmentação de disco ou deletando alguns dos lixos que tenho guardado.

Nas noites de autógrafos fui forçado a relembrar de gente que nunca havia visto antes, exceto por uma foto ou outra no MSN. Aí faz diferença no estilo do autógrafo. A Cecilia é mais chegada do estilo "carta", onde elabora um texto particular para cada um. Meu plano original também era fazer assim. Tinha até lido alguns textos à la "ode genérica ao ser humano". Só que na hora H eu esquecia até do nome de quem eu estava dando a assinatura. Essa história de tentar fazer uma primeira página artesanal teve de ser substituída pela manufatura.

Percebi que estava em sérios problemas quando estava em meio a uma extensa dedicatória e o futuro leitor me pergunta:
- Não vai colocar o meu nome?
- Claro, no final.
E eu gastei mais do meu parco latim. Esperança de dar tempo de vir algum conhecido em comum para me ajudar. Ou uma desculpa esfarrapada para deixar tudo pela metade, sei lá.
- Mas você não vai perguntar o meu nome?
Levei alguns instantes para deduzir que eu não conhecia o sujeito. O evento era aberto e saímos em diversos meios. Era óbvio que gente nunca antes vista apareceria. Estava em uma enrascada.

Não sei se quem é esquecido ou quem esquece fica mais constrangido. Para evitar esse tipo de situação, na dúvida, chego logo dizendo meu nome, de onde conheci e um assunto genérico.

Raros compartilham do meu senso de cordialidade pragmática. Para dar uma ajuda na memória e sair do campo do teste de conhecimentos interpessoais, pergunto "e como vai o pessoal", para ver se ele me dá uma pista. Porém, em uma noite de autógrafo não há tempo para isso. Você não tem tempo de carregar um arquivo no HD. Tem que ter tudo pronto na memória ram - tem mais gente atrás querendo receber autógrafo e falar.

Nem aquela de aproveitar o ato da escrita colou.
- Tem acento no "i"?
- Meu nome é Ana.
- Claro que sim. Só queria saber se era com "h".

Tive a impressão de ter perdido algumas amizades nos eventos. Mas tudo bem. O que conta é que aqui estamos com o que for novidade do Curitibocas. Até que as novidades se esgotem.

Guaipecas encontram Curitibocas

Curitibocas - Diálogos Urbanos finalmente chega à livraria da cidade de Guaíba - cidade natal deste.

Entrelinhas, o único estabelecimento comercial que se dedica a comercializar livros na cidade recebeu a obra. O endereço foi adicionado na lista de pontos de venda.

É a primeira livraria fora de Curitiba a vender o livro.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Pontos de venda do Curitibocas

Saiba onde o Curitibocas pode ser adquirido. A lista começa com livrarias de Curitiba. No final você encontra as de outras cidades.


Livrarias Curitiba*
- Av. Mal. Floriano Peixoto, 1742 - Rebouças [ver mapa]
- Rua XV de Novembro, 870 - Centro [ver mapa]
- Avenida Luiz Xavier, 78 - Centro [ver mapa]
- Shopping Curitiba - Piso L1 - Loja 126 -
Brigadeiro Franco, 2300 - Batel [ver mapa]
- Shopping Estação - Loja 1108 -
Av. Sete de Setembro, 2775 - Centro [ver mapa]
- Shopping Mueller - Piso CA - Lojas 76 e 77 -
Av. Cândido de Abreu, 127 - Centro Cívico [ver mapa]
- ParkShopping Barigüi - Loja T17 - Rua Professor Pedro Viriato P. Souza, 600 - Mossunguê [ver mapa]
(41) 3330-5000

* É possível encomendar o Curitibocas em qualquer outra Livrarias Curitiba, Livrarias Porto ou Livrarias Catarinense

Nobel
Shopping Cidade - Av. Marechal Floriano Peixoto, 4984 - Hauer [ver mapa]
(41) 3017-3000


Arte & Letra
Al. Pres. Taunay, 40 (nos fundos do Lucca Café) [ver mapa]
(41) 3039-6895

Barraca do Hélio Leites
Aos domingos no Largo da Ordem [ver mapa]

Ronaldo Livros
Tibagi, 386 [ver mapa]
Aos domingos no Largo da Ordem [ver mapa]
(41) 3223-0446

Solar do Rosário
Duque de Caxias, 04 [ver mapa]
(41) 3222-3260

Livraria do Chain
General Carneiro, 441 [ver mapa]
(41) 3263-1693 / 3264-3484

Saraiva
Shopping Crystal - Comendador Araújo, 731 - Batel [ver mapa]
3232-8081

Itiban Comic Shop

Av. Silva Jardim, 845 -
Rebouças [ver mapa]
3232-5367

Livraria Alexandria
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