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segunda-feira, 10 de março de 2008

+ Didonet Thomaz por Bruna Bazzo






Fotos de Bruna Bazzo.

Leia também:

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Nova definição do livro

"É um cartão postal de Curitiba falado"


Assim é como Hélio Leites, um dos 17 entrevistados de "Curitibocas - Diálogos Urbanos", definiu o livro.

Curioso, né?

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Curitibocas no Canal 21

Hoje o pessoal do Canal 21 fez uma matéria sobre o livro. Didonet Thomaz, Valdir Novaki e eu nos encontramos na Praça Tiradentes.

Vou pedir para o povo da edição me dar uma cópia depois que for ao ar. Posto aqui na seqüencia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Sob novas influências, eis o último ensaio

Estão prontas as fotos do último entrevistado do Curitibocas. Depois de diversos desencontros entre Juliano Rodrigues (aka Suk) e Bruna Bazzo, resolvi eu mesmo tirar as fotos.

Como sempre tendo a ir para um lado abstrato lúdico, com espírito irrealisasionista dos anos 15 e clara influência Curda do Oeste (como passar incólume por grandes fotógrafos da região, como Klimanjarru Zrimbu Rtjim, mais conhecido como Bubu?), as fotos ficaram mais ou menos assim:



Bravo!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Nostalgia de alguns meses atrás

Tenho pouco mais de quinze horas antes de voltar a trabalhar. Dá tempo até de escrever por aqui.

Dois estágios, faculdade (com monografia, a propósito) e um curso de idiomas sugam meu tempo. Por isso a ausência neste espaço. Acredito que a Cecilia também tenha outros afazeres que a afastaram daqui - mal consigo falar com ela.

Saudade do primeiro semestre, onde a prioridade era o livro e três matérias na faculdade. Dava até para atualizar o blog diariamente. Agora é só quando eu consigo uma manhã de folga - evitando lembrar que isto vem a câmbio de plantão no final de semana, sob o risco de estragar a folga.

Mas vamos ao que interessa, o status do Curitibocas: a Bruna Bazzo tem marcada para esta semana sua última sessão de fotos com o Juliano "Suk" Rodrigues. O diagramador, Eliseu Tisato, está na base, só esperando vir as fotos para fechar a diagramação do livro.

E eu vou buscar o link da entrevista na CBN que um caríssimo internauta postou em um comentário. Depois é pantufa e cama - penso em investir parte destas quinze horas em ações de sono.

sábado, 8 de setembro de 2007

Bruxas saem em fotos





Luana Navarro fotografa Mila Behrendt.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Além da pipoca

Nossa proposta desde o começo foi conseguir fazer uma radiografia de Curitiba a traves do seus principais expoentes. Geralmente isto traz uma idéia que são personalidades relacionadas à cultura e à política. Mas não é o caso de Curitibocas - Diálogos Urbanos.

Para elaborar o mosaico da cidade, tivemos uma visão mais abrangente. Claro que a coletânea inclui vários artistas plásticos e pessoas relacionadas à produção cultural (Edílson Viriato, Joba Tridente, Didonet Thomaz, entre outros). Tem também músicos (Ivo e Plá) e artistas populares (Hélio Leites e Efigênia).

Mesmo não sendo torcedores do Atlético, consideramos o futebol importante na identidade brasileira, e que não podia faltar no livro. Por isso entrevistamos ao puxador da Fanáticos, Juliano Suk. Logo abrimos mais um pouco os campos quando contatamos ao corredor de rua Paulo Cezar dos Santos Rodrigues.

Em fim, sem mencionar a todos os entrevistados, é possível perceber que a lista é bastante ampla e atinge vários aspectos da cidade. Dos 17, um é pipoqueiro, o Valdir Novaki. Mas não dá para definir-lo assim. É na verdade um grande empreendedor que está fazendo sucesso em Curitiba.

Vende pipoca? Sim, mas o importante é como. Já falei algumas vezes dele e de como aplica o marketing na venda. Nestes dias ele me lembrou do seu novo site na Internet. Enquanto entrei fiquei impressionada o que o pipoqueiro conseguiu. Acho que nenhum de seus colegas (e isso que tem muitos nas ruas da cidade) aplica este tipo de marketing.

Hoje quero lhe dedicar meu post porque é uma prova de que Curitiba oferece oportunidades a quem as procura e persiste. Valdir está na Praça Tiradentes de segunda à sexta e acaba de inaugurar seu novo site de Internet: www.pipocadovaldir.com.br Entre e confira por quê merece tanto destaque.

sábado, 23 de junho de 2007

Paixão aprova entrevista

Hoje finalizamos definitivamente o livro. Conversamos com o Paixão, que fez as correções pertinentes em sua entrevista.

Uau, que bom, né? Deveria estar feliz. Mas não consigo deixar de pensar na tal editora.

Uma charge do seu Ademir para ver se eu me alegro

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Eu falei tanto assim?

Bem sucinto, algumas considerações sobre correções dos entrevistados que eu acompanhei e ainda não mencionei aqui.

Murilo: veio aqui em casa, tomou um chimarrão. Amenizou alguns trechos que mencionava atores políticos secretos do Paraná.

Paixão: outra vez naquela maravilhosa redação da Gazeta do Povo. Não imaginava que a entrevista seria tão grande. Ficou com uma cópia de recordação. Quer montar um currículo a partir do que disse - ele custa lembrar toda a sua carreira sozinho.

Suk: de novo na sede da Fanáticos. Desta vez, não trajava o uniforme da torcida. Vestia camisa pólo. Também se surpreendeu com a extensão da entrevista.


Só faltou a Efigênia, que viajou. Marquei de combinar com ela na terça, dia que ela volta para Curitiba.

Somos todos amigos de Leminski

Dos 17 entrevistados, três se declararam amigos do poeta Paulo Leminski. Ivo Rodrigues, Plá e Hélio Leites contaram que conviveram e tiveram uma grande amizade com o uns dos símbolos curitibanos.

Nos primeiros momentos eu ficava mais impressionada com as pessoas que tinham conhecido ao poeta. Depois destes quatro meses na capital paranaense, já não causa a mesma surpresa.

Até parece que o Leminski conheceu todo o universo artístico da sua época. Foi a relevância que adquiriu depois do morto o que faz a muitos felizmente afirmar: "Eu fui um grande amigo do Paulo Leminski".

O José Castello escreveu o livro "Fantasma", editado pela Record, onde relata a repercussão da morte do poeta na sociedade curitibana. A continuação uns trechos que achei interessantes.


Preste atenção, pois não vou repetir", Maria Zamparo insistiu, apertando-me agora com mais força o antebraço, minhas veias saltando, provocando uma dormência que se transformava em suplício. Foi só nesse momento que, imobilizado, eu a encarei. A notícia que ela viera me trazer cabe, na verdade, numa só frase, uma frase inocente, mas ameaçadora. Foi tudo o que ela disse: "Paulo Leminski não morreu." Palavras reforçadas por um sorriso não muito definido, que ficava entre a desforra e o alívio, o chiado estufando as sílabas.

(...)

Em junho de 1989, toda a imprensa brasileira documentou em detalhes a morte e o funeral do poeta Paulo Leminski, aos 45 anos, depois de longo sofrimento decorrente, diriam os mais ingênuos, da dependência do álcool; agonia que foi só a crosta mais superficial, contudo, de uma rejeição. Até hoje Curitiba cultua esse morto célebre, o acalenta, o reverencia como um santo, já que Leminski acrescenta a essa cidade de barões, viscondessas, desembargadores e sonetistas a nobreza da modernidade. A cidade o cultua, mas, enquanto ele esteve vivo, o desprezou. De modo que, se ele ainda estava vivo como Maria Zamparo agora ousava afirmar (e ela tinha em seus olhos uns vazamentos de luz, me fitava com o fervor das corujas), chegava a hora de prestar contas ao poeta - que santo jamais quis ser. Se estava vivo, era porque havia ressurgido dessa zona de trevas, e especialmente de silêncio, que chamamos de morte, região que nem as metáforas, que são leves e audaciosas, conseguem definir.

***
Paulo Leminski foi uma figura importante no âmbito artístico de Curitiba. Nossos 17 entrevistados de Curitibocas - Diálogos Urbanos também
tem uma atuação relevante na cidade, e o livro será a oportunidade de conhecer-los.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Brasília: Fria, feia, falsa, suja, podre, mentirosa














Trecho da entrevista de Joba Tridente. Versão sujeita à alterações e revisões até a publicação do livro.



O que você acha de Brasília?

Quando a IstoÉ estava sendo lançada, eu fiz uma matéria para eles. O tema eram as religiões de Brasília. A religião que você imaginar tem. Tem até uma que adora o Juscelino Kubitschek achando que ele é uma reencarnação do Tutankhamon. Aí fiz uma matéria dessa miscelânea religiosa que foi publicada na revista Planeta. Eu tinha entrevistado ufólogos, pessoal do budismo, todo mundo achando que Brasília era a salvação do país, que era a cidade prometida, que o mundo vai desaparecer e Brasília vai ficar de pé. Eu cheguei a publicar o que eu penso de Brasília no Correio Braziliense:

uma cidade

fria, feia, falsa,

suja, podre, mentirosa,

que eu vou ver cair

sentado numa cadeira de balanço

e morrendo de rir.

E a reação dos brasilienses com esse manifesto?

Não existe brasiliense. Não existe nada lá, a cidade não existe. As pessoas não existem, elas simplesmente estão lá. Aquilo hoje é um monstro. Não tem indústria, não tem emprego, nada. Você não sabe do que aquela gente vive, tem invasão para tudo quanto é lado – lá favela é chamada de invasão. Era para ser uma cidade burocrática, administrativa. Não é para ser o que é.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Ainda sobre a morte das entrevistas...

Este post é meio que uma continuação do assunto tratado aqui. O "meio que" me exime de qualquer culpa quanto às expectativas do leitor =P

Ontem executei a famigerada fase 5 com Didonet Thomaz. Ela leu a entrevista dela e corrigiu os equívocos.

Se tivessemos passado por cima desta correção, muitos nomes seriam publicados de maneira incorreta, além de alguns fatos que perderam validade. Didonet caiu na tentação que os jornalistas tanto temem: quis corrigir imperfeições de sua fala.

Na verdade dei para Didonet uma versão anterior a revisão "pente-forte-no-error". Era evidente a quantidade grande de palavras "eu" na fala dela. Alguns vão permanecer. Expliquei que a entrevista é um gênero que se aproxima mais da fala que o texto científico que ela esta acostumada a produzir e ler. Ela entendeu. Deixou a nosso critério suprimir alguns excessos de linguagem.

Como pesquisadora, Didonet achou normal a checagem de dados e nos felicitou por sermos cuidadosos com esta parte. Por que será que os jornalistas - pesquisadores dos fatos relevantes do dia - se negam a este tipo de atitude. Alguns alegam que falta tempo. Arrisco dizer que na maioria dos casos sobra tempo.

A trava vem da recomendação do manual, executar a conferência no ato da entrevista. IMO, isso tira a fluidez da conversa. Ficar dizendo "pera, pera, um minutin só... como se escreve Cecilia? Com acento no `i´?". Sem contar que na hora da entrevista mal sei qual são os dados que utilizarei na matéria final. De que adianta eu me esmerar em escrever "Cezar" com "Z" e "Varella" com dois "Ls" se no final nem vou citar esse mané?

******
Entre uma rabiscada e outra do lápis de Didonet, conversávamos. Papo bom, de se levar por horas. Ainda mais com o café que ela prepara. Ela pega vários pós - todos lícitos, btw -, mistura Nescafé, agua quente e, voilá, café pegadaço.

sábado, 9 de junho de 2007

Acredita nas bruxas?

Trecho da entrevista da Mila Behrendt. Versão sujeita à alterações e revisões até a publicação do livro.

Acredita nas bruxas?
Se eu não acreditasse, não acreditaria em mim.

Então você é bruxa?
Uma vizinha me disse: “Se você vivesse na idade média, você já tinha sido queimada viva”. No entanto, o que eu faço? Nada de extraordinário. Uma sessãozinha para espantar as aranhas, um benzimento que me ensinaram quando era criança, essas coisas que me dão na cabeça.

Quando a pessoas falam de bruxas, as pessoas sempre imaginam uma dessas bonecas.
Essa bruxa preta foi uma invenção americana. Assim como Papai Noel não era vermelho, quem vestiu ele foi a Coca-Cola. O que a bruxa põe no corpo é de acordo com ela, não com os outros. Se é moda ou não, nem estamos aí. Ela está vestida do jeito que ela quer. Agrada, põe no corpo.

Por que foram tão perseguidas?
Porque faziam alguma coisa que não era aprovada pela sociedade, ou que eles não compreendiam. Quer dizer, qualquer atitude que não fosse conforme a sociedade da época, eles denunciavam. Às vezes nem precisava fazer nada, era só sentir antipatia por determinada mulher que já era presa. O termo surge na idade média. Aí eles passaram a caracterizar a bruxa como uma pessoa má e feia. Eram pessoas que não tinham conhecimento.

Você não gosta das fadas?
São tão sem graça. Fada pode ser ambivalente. Quer dizer, tem as duas facetas. Qual é a faceta da fada? A fada é aquela mimosinha, bem vestida, que a sociedade aprova, que é correta, que faz tudo que manda o figurino e que tem uma varinha de condão. A bruxa não. Ela representa aquela mulher que tem que lutar, que tem que se defender, que tem que ter garra, como a Baba Yaga. Ela tinha que dar cotovelada e arranhar para lutar pela sobrevivência dela. Não é o que você vê a maioria das mulheres fazendo no Brasil principalmente? Tem de abrir o caminha à cotovelada e dentada.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Correções finais das entrevistas

Estamos quase prontos para apresentar o livro às editoras. Antes disso temos que ir a cada entrevistado para que leia seu capítulo.

É imprescindível fazer esta tarefa? É. As correções feitas pelos entrevistados se referem principalmente a nomes ou lugares que degravamos errado. Estaríamos ganhando muito tempo se não tivéssemos esta última lida. Neste caso não é por ser detalhistas, é por respeito ao entrevistado.

Entre os 17, Valdir Novaki e Hélio Leites se anticiparam e expressaram uma queixa sobre esta questão. O primeiro afirmou que uma vez a imprensa errou colocando Novaski como seu sobrenome. O segundo fez a seguinte declaração:

"Sempre quando vai publicar alguma coisa, eu gosto de ver antes. Não para mim, mas é para publicar as coisas certas. Uma vez veio uma mulher que me coloca

Deus não escolhe o lugar para nascer
Quanto mais pobre o templo
Mais nobre o EVENTO


Não é evento, é exemplo. Pô, você demora para fazer poesia. Poesia é palavra, não é como pegar uma corrida de táxi, que qualquer um serve. Mudou todo o sentido".

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Murilo revisado e ampliado

Dos 17 entrevistados, tem um que considero meu amigo pessoal. Conheci Murilo Mendonça em uma outra entrevista, dois anos e meio atrás. Na ocasião, ele serviu de personagem para a nobre página três do Comunicare - jornal laboratório da PUCPR.

Para quem tem curiosidade, a antiga entrevista está disponível no Depósito Mirabolante.

Para o Curitibocas, fizemos uma entrevista maior, melhor e mais ampla. O mais difícil foi entrar em sintonia com a curiosidade quase infantil que as boas entrevistas pedem. Já sabia bastante dele, depois da primeira entrevista fui na casa dele na condição de amigo.

De qualquer forma é uma das entrevistas mais longas e interessantes do projeto. Cada frase parece um uppercut no estômago da hipocrisia.

******
Btw, esta entrevista está pronta. Só falta editar a do Paixão e pronto, habemus libris.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Questionário Proust N°17

Em textos anteriores deste blog comentamos sobre o Questionário Proust que aplicamos em todas as entrevistas de Curitibocas - Diálogos Urbanos. São perguntas rápidas e, na maioria dos casos, curtas que dão uma visão geral da pessoa.

Para que os leitores tenham uma idéia de como fica este exercício, a continuação poderão ler o questionário do Paixão, chargista da Gazeta do Povo.

Qual é o cúmulo da miséria?
É uma criança mexendo num latão de lixo.

Onde você gostaria morar?
Curitiba.

Qual é o seu ideal de felicidade na Terra?
Eu sou feliz, eu não preciso mais. Eu sempre falo que se a vida melhorar, estraga.

Para quais erros você tem maior tolerância?
Tem vários. Não tem como não pensar, hoje eu tolero muito mais. Antes eu tolerava bem menos. O simples falto de um mal educado soltar para você, hoje eu tolero mais.

Quais obras literárias você prefere?
Zen, manutenção de motos.

Qual é seu personagem histórico favorito?
Chico Anysio.

Seu pintor favorito?
Salvador Dali.

Seu musico favorito?
Chico Buarque.

A qualidade que prefere no homem?
Respeito.

A qualidade que prefere na mulher?
Respeito.

A virtude que prefere?
Ser ele mesmo.

Sua ocupação favorita? (hobby)
Motocicleta.

Quem você gostaria de ter sido?
Eu mesmo.

O que você mais aprecia nos amigos?
Você pode contar com o cara qualquer hora.

Seu pior defeito?
Não ter estudado muito.

Seu sonho de felicidade?
Não tenho um sonho, não. A questão do ser humano não ter muita expectativa. Eu não tenho, tudo que vem é lucro.

Qual seria sua pior desgraça?
Perder uma pessoa bem próxima.

O que você gostaria de ser?
Nunca pensei.

Sua cor favorita?
Cinza.

A flor que mais gosta?
Lírio.

Qual pássaro preferido?
Muitos, mas favorito é o que eu tenho lá perto de casa, o canarinho-terra.

Seus autores favoritos em prosa?
José Simão é um. Bem psicopata.

Seus poetas favoritos?
Fernando Pessoa.

Seus heróis na vida real?
Guga.

Seus nomes favoritos?
Betina, Guilherme. São meus filhos.

O que você detesta?
Prepotência de uma pessoa não poder achar que é dono de uma área verde e ele negocia como se ele fosse dono. Isso está acontecendo lá perto de casa.

O feito militar que mais admira?
Nenhum.

Qual dom da natureza você gostaria de ter?
O dom da resistência. Até eu vi em um documentário ontem, da Marcha dos Pingüins.

Como gostaria de morrer?
Isso eu não penso.

Seu lema?
Sempre em liberdade.

sábado, 26 de maio de 2007

Golpe na pergunta chata

O questionário Proust que aplicamos nos entrevistados é a parte das respostas curtas e rápidas. Porém duas delas quebram o ritmo e fazem o entrevistado pensar.

A primeira freiada é na quarta pergunta, "para quais erros você tem maior tolerância?". Está ordenada de maneira confusa. Ela vem depois de três perguntas muito claras. A pergunta clássica é "que tipo de coisa você não tolera".


A outra parada é no final, na pergunta "feito militar que mais admira?". Convenhamos, pouca gente pensou nisso. No começo cogitamos sacar essa pergunta, dada a aparente unanimidade de "nenhuns" que o povo respondia.

Até que veio a entrevista de Paulo Cezar dos Santos Rodrigues. A resposta? O golpe de 64. Não surpreendeu tanto pelo fato dele ter servido o exército.

A convicção ganhou mais força por estar envolta de gente que não tem feito militar favorito.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Nossos horizontes excedem a cultura

Num das laterais da Praça Tiradentes se encontra o pipoqueiro com mais sucesso de Curitiba. Seu carrinho não é como qualquer outro. É grande, tem um teto maior e está sempre impecável. Se você compra um pacote vai receber além da pipoca um kit higiênico (guardanapo, palito de dentes e bala de hortelã) e um grande sorriso do vendedor. Valdir Novaki sabe do negócio. Com menos de um ano nesse ponto conseguiu uma clientela maior aos outros vendedores. A pipoca lhe permite dar uma boa educação a seu filho e construir uma nova casa no Alto Boqueirão. Difícil imaginar como um ex-bóia fria que começou a trabalhar aos 8 anos de idade se converteu num marketinero da pipoca. Recomendo dar uma olhada no site dele: http://pipocadovaldir.com.br

Curitibocas não é só de personagens relacionados à cultura, como alguns tendem a pensar. O livro vai formar um mosaico da cidade em todos seus aspectos. Música, esporte, religião, planejamento urbano, e mais outros componentes que formam a identidade de Curitiba.

Partimos da premissa que toda pessoa é interessante. Nossos personagens tem uma história para contar. Conhecidos ou não, vão revelar quem eles realmente são, quais são suas motivações, por que chegaram aonde estão agora, e que é o que faz que sejam um referente da cidade.

sábado, 28 de abril de 2007

A corrida Curitibocas

Curitiba tem um personagem que corre 20 quilometros todos los dias. Um do seus trajetos é desde a rodoferroviária até o Portão - quem conhece sabe que é bastante.

Hoje apresentamos um trecho da entrevista com o corredor de rua Paulo Cezar dos Santos Rodrigues.