sábado, 12 de maio de 2007

100

Temos muito a comemorar neste post número cem. Primeiro de tudo há de se ressaltar a marca simbólica. Para usar um termo que o Plá gosta, enaltece a longa caminhada. Alguns inevitáveis percalços, mas no geral com boas e ótimas novidades a cada passo.

Ressaltamos também um crescimento exponencial do sítio. De 1 a 11 de abril, tivemos 191 visitas. Nos primeiros 11 dias deste mês 1,089. Ou seja, aproximadamente seis vezes mais.

O post 101 é um presente para você. Afinal, nada seria possível sem a sua participação. Como diria um amigo, "a ousadia faz o homem". As complicações burocráticas da entrevista de Ivo serão ignoradas - tenho certeza que ele também quer participar do livro .

Na próxima postagem, não perca: o primeiro trecho de Curitibocas - Diálogos Urbanos.

As 100 primeiras curitibocadas

A política de colocar 1 post por dia deu seus frutos. Hoje, com só 1 mês e 9 dias de existência, o Blog do Curitibocas chega ao post número 100.

Colocar um gaúcho e uma argentina juntos para escrever num mesmo lugar e o resultado é este, uma grande variedade de textos e idéias.

Hoje, 12 de maio, cumprimos os 100 primeiros textos do Blog do Curitibocas. Esperamos que hajam desfrutado da leitura e que continuem acompanhando este projeto. Claro que sem seu apóio, não seria o mesmo. Isto virou quase um discurso político. Vou finalizar aqui. Deixo então a João o honor de escrever o post n°100...

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Guia de entrevistas IV - Pé na Cozinha

O melhor programa de entrevistas da televisão brasileira de todos os tempos durou pouco mais de um ano.

Pé na Cozinha passava uma vez por semana (se não me falhe às sextas) na noite da MTV e tinha duração de uma hora.

O convidado além de ser entrevistado cozinhava sua especialidade. O cenário era uma grande cozinha.


A apresentadora/entrevistadora era Astrid Fontenelle. Ela amenizava o uso de seus irritantes jargões gays. Hoje ela apresenta o Happy Hour no GNT - nunca vi, mas pela propaganda já não gosto.

Embaixo da maquiagem, muito debate

A polêmica está em voga. A visita do Papa está realmente causando controvérsia no Brasil. O mês passado entrevistamos à irmã mais atípica de Curitiba. Quem já viu uma freira se maquiar e vestir de vermelho? Hoje apresentamos um trecho dessa entrevista com a Irmã Custódia, aonde ela critica a opulência da Igreja.
















Este blog e seus erros gramaticais

Os atentos leitores Tércio Saccol e Gabriela perceberam que há uma quantidade excessiva de erros gramaticais neste blog. Duas justificativas, uma para cada autor.

1) Cecilia
É argentina. Está no Brasil há pouco mais de quatro meses. Escreve melhor que a maior parte dos brasileiros. Eu não corrijo seus textos para manter a pureza de seu estilo e seguir com a agilidade do blog.

2) João
No meu antigo blog (Depósito Mirabolante, hoje reprodutor dos posts daqui) levava semanas para escrever um texto. Perdia muito tempo com correções e ajuste de estilo. Os bons blogs se caracterizam por atualizações mais constantes do que eu costumava fazer no antigo sítio. Erros de minha responsabilidade são corrigidos assim que detectados.

Erros no livro serão evitados à todo custo.



ps: a transição do Multiply para um blog foi difícil. Saiba mais no primeiro e segundo post deste blog e no último especialmente feito para o Depósito.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Museu com acervo humano

Ir ao museu é uma prática pouco comum na sociedade atual. Tem tanta oferta, tanta coisa para fazer que ficar num lugar silencioso, cheio de coisas estáticas e pouco transitado, não parece muito tentador.

Eu demorei para apagar a relação entre museu = escola. Na época não gostava de fazer essas visitas com a minha turma. Os monitores eram chatos, sempre era caótico, e quase nunca sentia que tinha aprendido algo.

Na minha infância, como a de muitos outros, minha avó foi a responsável pela iniciação na cultura. Quando íamos nos museus, a compensação pela hora e meia de visita era uma refeição em Mc Donalds - boa estratégia, sempre funcionava. Também lembro de uma vez que levou, em diferentes dias, aos 14 netos a uma exposição sobre Alexandre Magno. Para nos incentivar diz que quem escrevesse sobre a visita ganhava 10 pesos. Eu fiz, eu ganhei. Não questiono os métodos da minha avó porque funcionaram para que hoje a cultura seja um dos meus grandes interesses.

Em fim, comecei falando sobre como a visita aos museus não é tão praticada atualmente, viajei um pouco pelas lembranças e agora estou de volta. Em 1991 um grupo meio maluco criou em São Paulo um museu onde o acervo é simplesmente as pessoas comuns. Peço aos autores que não pensem coisas extranhas, e leiam sobre este negócio. É o seguinte: o Museu da Pessoa é uma rede virtual de pessoas que tem uma história de vida e querem dar-lá a conhecer. Qualquer um pode se cadastrar e dar um depoimento, fotos, áudio, artigos e exposições de algum aspecto da sua vida. É um site cheio de histórias, experiências e pontos de partida para boas pesquisas..

Curitibocas - Diálogos Urbanos reúne 17 entrevistas a personagens de Curitiba. Depois de dar uma olhada a este site, fiquei me sentindo pouco frente a tantas histórias de vida para descobrir. Mas será para outra ocasião. Concordo com os valores deste museu. Entre outros, tem um que se relacionam com o que já dizemos várias vezes: toda pessoa é interessante. Se dá a sensação do contrário, o problema é do entrevistador.


Guia de entrevistas III - Conexão Roberto D'Ávila

Melhor entrevistador em atividade no Brasil.

Roberto D'Ávila ouve, faz perguntas em cima das respostas, tem cuidado no tom.

Sabe fazer perguntas polêmicas sem agredir.


Conexão Roberto D'Ávila sextas-feiras às 22h30 e aos domingos, às 20h na TVE.

Plá completa 20 anos do lançamento do álbum Raio de Sol


O blog und ergro und registra que ontem o Plá completou 20 anos do lançamento de seu primeiro CD, Raio de Sol. O texto abaixo foi extraído de O Estado do Paraná em 09/05/1987:

Hoje e domingo, às 21 horas, no Teatro do Paiol, o compositor, cantor, instrumentista, Ademir Plá, realiza o seu show "Raio de Sol". Nascido em Santa Catarina, Ademir estudou na Faculdade de Educação Musical do Paraná, e optou por fazer um trabalho completamente independente dos moldes tradicionais. "Para fazer o que gosto com a minha música não posso estar vinculado a nenhum esquema", relata o artista. "Preciso estar livre para criar e divulgar a minha mensagem" continua ele. Suas músicas criticam o sistema vigente, falam das desigualdades sociais e principalmente da falta de oportunidade do jovem músico nos espaços da cidade. Ademir Plá também é escritor, independente. Ele escreveu "Hi...Ritiba" e mais recentemente "Ida Ininterrupta", ainda não publicado. Já musicou peças, entre elas "Até Nunca Mais", "Grito de Gente" e "Se Fernão não fosse gaivota".

Curitibocas on air

Pela segunda vez desde que começamos a divulgar o livro, mudamos de entrevistadores a entrevistados. Hoje às 8 horas da manhã participamos de um programa de TV da PUC-PR. A entrevista forma parte de um trabalho de uma turma do 5to período de Jornalismo.

Nas suas perguntas, Rodrigo Eduardo Foggiatto, deu conta da boa preparação para a entrevista. Ele leu os 90 posts que colocamos desde o início do blog e conseguiu aprofundar em várias questões relacionadas ao projeto.

Parabéns para Rodrigo que além do bom timing para a televisão tem a carisma para ser um ótimo apresentador. Destacamos também a participação de toda a equipe: Ana Paula Ladach Cardoso, Francielle Karine Turesso, Karina Luisa Bero e Marisol de Freitas Vieira.

Para nós, passar a ser entrevistados sempre é interessante. Admito que foi difícil dissimular a paixão que temos por este projeto.

Curitiba substitui Nova York


Update no layout do blog! Hein!?!? Atualização no desenho do sítio!

O assíduo colaborador do Curitibocas, Jean Pecharki, trocou a foto no topo do blog. Agora a imagem é de Curitiba - cidade um pouquinho mais haver com o projeto do que Nova York.

"vim fazer uma crítica ao blog....aquela foto de NY não orna......", teclou Pecharki por meio do MSN. A crítica foi construtiva, já que ele mesmo arregaçou as mangas e mudou a foto. "pensando nisso, cá estou para resolver seus problemas", afirmou.

O amadorismo meu e da Cecilia é tamanho que quando colocamos a foto de Nova York, nem sabíamos qual era a cidade.

Jean Pecharki é artista gráfico com passagem em diversos jornais de Curitiba. Seu próximo projeto é trabalhar na comunicação do Pan-Americanos Rio 2007. Conta desde já com nossa torcida e apoio.

OFF TOPIC - Na medida

A vocação deste espaço virtual está longe de ser o futebol. Porém um comentário - que servia mais como analogia para o livro - parece ter sido certeiro. Cito: "Se precisa fazer um gol contra o Cerro Porteño, fazemos um gol. Se são necessários quatro no Caxias, pode acreditar que será assim".

Pode acrescentar na lista o jogo contra o São Paulo. Necessitamos dois gols? Tcheco e Diego Souza neles.

Leia o post com o comentário citado aqui.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Nossos horizontes excedem a cultura

Num das laterais da Praça Tiradentes se encontra o pipoqueiro com mais sucesso de Curitiba. Seu carrinho não é como qualquer outro. É grande, tem um teto maior e está sempre impecável. Se você compra um pacote vai receber além da pipoca um kit higiênico (guardanapo, palito de dentes e bala de hortelã) e um grande sorriso do vendedor. Valdir Novaki sabe do negócio. Com menos de um ano nesse ponto conseguiu uma clientela maior aos outros vendedores. A pipoca lhe permite dar uma boa educação a seu filho e construir uma nova casa no Alto Boqueirão. Difícil imaginar como um ex-bóia fria que começou a trabalhar aos 8 anos de idade se converteu num marketinero da pipoca. Recomendo dar uma olhada no site dele: http://pipocadovaldir.com.br

Curitibocas não é só de personagens relacionados à cultura, como alguns tendem a pensar. O livro vai formar um mosaico da cidade em todos seus aspectos. Música, esporte, religião, planejamento urbano, e mais outros componentes que formam a identidade de Curitiba.

Partimos da premissa que toda pessoa é interessante. Nossos personagens tem uma história para contar. Conhecidos ou não, vão revelar quem eles realmente são, quais são suas motivações, por que chegaram aonde estão agora, e que é o que faz que sejam um referente da cidade.

Guia de entrevistas II - Observatório da Imprensa


Sei que sou previsível. Mas não posso deixar de falar do meu segundo programa favorito, o Observatório da Imprensa. Programa péssimo do ponto de vista técnico.

A proposta do Observatório é de ser um programa de debates sobre a imprensa brasileira. O que ocorre são entrevistas paralelas sobre o mesmo tema, o que trava o debate. Cada resposta leva em média quatro minutos - uma eternidade em termos de televisão. O enquadramento usa primeiros planos fixos. Um programa "parado", comparado com a espetacularização televisiva padrão.

As perguntas são geralmente longas, mal-articulada e cheias de opiniões por parte do apresentador. Mas quando este apresentador é Alberto Dines, ganha a permissão para fazer isso.

Dines foi precursor da reforma no Jornal do Brasil nos anos 50 e 60 que injetou a modernidade na imprensa brasileira. Deu aula na universidade da Columbia nos EUA. Fez parte do auge da reforma da Folha de S. Paulo promovida por Claudio Abramo nos anos 70. Em sua coluna política, batiza os políticos cheios de regalias de marajás. Nos 90, cria o Observatório da Imprensa na Internet e na televisão. Há dois anos o programa conta com versão diária no rádio. O cara tem tantas medalhas e cicatrizes que dão permissão para fazer entrevistas à sua maneira.

O que importa no Observatório da Imprensa é o conteúdo. Em relação às entrevistas normais serve de mal exemplo, já que deve-se evitar perguntas complexas e opinativas - a não ser que você seja Alberto Dines.

Graças às reiteradas reclamações de Dines diante da maneira de Requião se relacionar com a mídia, o Observatório não é mais transmitido pela Paraná Educativa. Devido ao perfil de "baixo entretenimento", foi jogado para às 23h40 na TV Cultura, depois do Sr. Brasil (programa que ressalta o que há de mais retrógrado na música brasileira). Na TVE ele dá às 22h30. O site é o www.observatoriodaimprensa.com.br.

No próximo post da série, algo menos previsível.

terça-feira, 8 de maio de 2007

Panacéia para a depressão: escrever


Solidão não tem remédio. Aí mudaram o nome de "solidão" para "depresão" e inventaram medicamentos para isso. Sempre que alguém me pede opiniões e soluções sobre o tema - btw, incrível como aumentaram os casos -, indico o exercício da escrita.

É uma panacéia para qualquer problema desta ordem. A escrita é o ato de solidificar os pensamentos. Idéias que não conseguem passar para o papel falham em algum ponto. Na escrita a mente é confrontada consigo e com elementos adjacentes. Um desafio.

Concordo que existem mil maneiras de se expressar. Pintura hoje é apontada como solução terapêutica para diversos casos. Acredito que a escrita tenha vantagens sobre a pintura. Um escritor quando trava pode dar uma volta no quarteirão, tomar um café ou até ler algo divertido. Se um pintor faz isso, a tinta seca.

Acredito que a isto se deva a crescente aparição de blogs de adolescentes que escancaram sua tristeza. Claro que tem uns que usam isto como show, mas aí já foge da minha alçada.
*****
Curitibocas não é dessas obras "puras". Tem um viés comercial inegável. Nós escrevemos por prazer, mas resolvemos transformar isso em um livro graças ao evidente apelo comercial - ou vai dizer que nenhum entrevistado da lista despertou sua curiosidade? Mas aí entra um terrorismo cultural que eu deixo para um próximo post.

Não estamos fazendo terapia com este livro. Para quem quiser insistir na analogia, em nosso livro Curitiba é quem está no divã.

Será que dá para fazer um "Portunhocas"?

Para quem ainda não sabe, os autores de Curitibocas - Diálogos Urbanos são uma argentina e um gaúcho. Interessante. Seria mais lógico fazer algo relacionado a Guaíba, cidade do Sr. Varella ou a Buenos Airas, terra da Srta. Cecilia. Mas o livro é sobre Curitiba.

A primeira opção já foi avaliada. Se Curitibocas é publicado, num futuro há possibilidades de um projeto "Guaipecas". Mas a segunda traz uma série de problemas.

Não só por ser uma cidade maior que alberga a umas 11 milhões de pessoas (contando a cidade metropolitana) que Buenos Aires não é um bom campo para escrever um livro como Curitibocas. A natureza dele é justamente a eleição dos personagens mais representativos da cidade. Dos 17 escolhidos, vários são conhecidos da rua. Isso não daria certo em Buenos Aires.

Em Buenos Aires prevalece o "Star System", quer dizer, os personagens famosos são os que aparecem na mídia, e todo o sistema faz com que apareçam tanto que acabam por cultivar uma adoração (ou rejeição) de uma grau parte da população. Talvez existam personagens populares na terra portenha, mas não como os de aqui.

Não existe um cara andando de sunga pela cidade - nova referência a Oilman, mas é impossível fugir de mencionar esta extranheza. Dificilmente uma vendedora de bilhetes vai ser tornar tão famosa quanto a Borboleta 13. A lista continua.

Uma coletânea a intelectuais seria uma opção mais acertada. Mas um "Portunhocas"? Impossível

Guia de entrevistas I - Roda Viva


Este blog trata em sua essência de entrevistas. A partir de hoje damos início a uma série de dicas de onde estão as boas e más entrevistas na mídia.

Começo pelo meu programa favorito da televisão brasileira, o Roda Viva - já dei amostra disso antes. A proposta do programa é colocar o entrevistado no meio de uma roda de entrevistadores composta em sua maioria por jornalistas de diversos meios de comunicação, o que traz diversidade ao programa. Já houve algumas bizarrices. Perguntas descabidas (Silvia Popovic), sarcasmos com acidez elevada demais (Reinaldo Azevedo) e puxa-saquismo desmedido (Ricardo Noblat), mas na média são bem selecionados.

O Roda se dá bem quando o assunto é político ou social. Coloca o entrevistado no meio do cenário que lembra uma arena romana para responder perguntas pertinentes para o espectador geralmente impertinente para a instituição que ali representada. Quando enverada para a cultura, mantém o tom de debate - às vezes de maneira descabida como na entrevista de Hermínio Bello de Carvalho, que teve de insistir que não manja de mp3, Ipod e indústria fonográfica.

Quando o programa traz o assunto esportes, é melhor mudar de canal. Os programas da SporTV são melhores. Ciência cai bem se está casada com um assunto atual. Se não envereda naquelas conversas especialisadísimas para poucos.

O Roda Viva acabou agora há pouco. Toda segunda-feira às 22h40 pelos principais canais públicos (TV Cultura, Paraná Educativa, TVE Rio, TVE RS, entre outros).

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Frustração na Feira do Livro

Mariana Ayam, embaixadora argentina do projeto Curitibocas, cumpriu com sua promessa. Ontem ela foi à Feira do Livro de Buenos Aires e entre milhares de pessoas encontrou o espaço que representa o mercado editorial brasileiro.

Segundo ela, havia um stand de uma editorial portuguesa e outro da Embaixada do Brasil. Mariana aclarou que a ultima contava com "tres libros locos". Com indignação acrescentou que as promotoras não faziam idéia de quais editoriais argentinas trabalham com livros do Brasil e que provavelmente nem sabiam falar português

Agradecemos a ajuda por parte de esta argentina. É uma desilusão não ter encontrado possíveis interessados lá em Buenos Aires, mas vamos deixar esse desafio para mais tarde. O importante é publicar o livro primeiro em Curitiba, eu acho.

Blog pós-livro

No último post, Cecilia deu conta da nossa dedicação com este sítio. Em suas frases finais, ela afirma que o blog estará atualizado até julho - mês em que ela volta ao seu país.

E depois? Uma hora ou outra esse livro sai. Mesmo com Cecilia longe, manterei este site tratando do Curitibocas até o lançamento. Depois de alcançado o objetivo, o que fazer com este espaço virtual?

De minha parte, confesso tomei gosto pela experiência. Como afirmei nos primeiros textos daqui, escrita para blogs não era meu forte. Tinha um exagerado esmero nos textos que eram geralmente longos e sem muitos recursos.

Além disso, é um desperdício ignorar nossa média de 70 visitas por dia que alcançamos neste mês - com tendência ascendente.

Estamos abertos a sugestões.

domingo, 6 de maio de 2007

Tudo, tudo está no blog

Quem está acompanhando a evolução do livro Curitibocas - Diálogos Urbanos, terá percebido a atenção que damos ao blog. Desde o 3 de abril, dia que criamos este espaço virtual, escrevemos 81 posts, sendo 70 em abril e 11 em maio.

A temática foi variando, mas sempre com a premissa de relatar curiosidades ou pequenos acontecimentos relacionados ao livro. Entre tantas outras coisas, escrevemos sobre encontros com entrevistados, inventamos um "Manual para fazer um livro", contamos dos pequenos desafios que foram aparecendo - a dificuldade de conseguir a entrevista com Oilman é nossa grau vitória -, colocamos audio e fotos dos entrevistados e até desafiamos aos leitores com o Quiz Curitibocas.

Os 81 posts dão conta do trabalho e a dedicação que temos para com o livro. Quem está começando a acompanhar este blog e quer conhecer mais um pouco sobre a moral e a evolução de Curitibocas, é só uma questão de fazer alguns "clicks" em os textos já publicados. Escrever é nossa paixão. Podem ter certeza que pelo menos até julho este blog estará atualizado dia a dia.

Livraria a vilã - um desabafo

Carlos Perrone, um dos administradores da livraria do DCE da PUCPR desabafa:

Tenho uma livraria, e fiquei mais decepcionado ainda com a classificação que fazem das livrarias, embora não deveria ter ficado. As pessoas imaginam que livrarias sejam vilãs, pois os livros que nelas são vendidos, deveriam chegar de forma institucional nas mãos das pessoas.

Recebi na livraria uma senhora que ao ver livros que fizeram parte do programa do governo e foram adquiridos para algumas escolas, se espantou e perguntou, como nós poderíamos ter ali tais livros, pois os mesmos foram distribuídos gratuitamente para seu filho, ignorando ela que os livros são de posse da editora e não do governo, que só foi mais um cliente, como nós fomos ao comprar os exemplares para termos em nossa livraria. Inconformada ainda com os livros em minha livraria, ela alertou cuidado que pode vir fiscalização, como se fossemos os vilões. Sendo que na loja ao lado funciona uma fotocopiadora em que são copiados vários livros. Mas ai tudo bem né.........