segunda-feira, 31 de março de 2008

Último dia para entregar os livros

Ontem recebi mais 20 livros para distribuir aqui em Buenos Aires. Um cara que apenas conheço trouxe uma sacola cheia de Curitibocas.☺

Hoje, 31 de março, era o último dia para entregar os exemplares para a Feria Internacional del Libro. Obviamente não corri o risco de fazer tudo na última hora. Semana passada levei os 18 livros que tinha comigo, e hoje entreguei mais sete. Completei então 25 livros para expor no stand da Embaixada do Brasil do maior evento literário da Argentina.

Já fiz minha parte. Vamos ver o que acontece na Feria. Depois do dia 24 de abril conto as novidades.

Tá perdido? Veja o último vídeo.

sábado, 29 de março de 2008

Newsletter da Casa do Brasil

Já está anunciado no newsletter de abril da Casa do Brasil o lançamento do livro.

"CURITIBOCAS, DIÁLOGOS URBANOS", presentación en Buenos Aires

La argentina Cecilia Arbolave, autora del libro junto con el brasileño João Varella, presentará su obra (entrevistas a 17 personajes interesantísimos de Curitiba) y conversará con la profesora Ana Maria Guimarães. Talento joven y una mirada diferente sobre Curitiba. (Para ver el video de Curitibocas: http://www.youtube.com/watch?v=yfcwKPgDYzc) Miércoles 16/04, 19:30 h. Entrada libre y gratuita

sexta-feira, 28 de março de 2008

Voltaram os vídeos curitibocas

Este é o primeiro vídeo que eu fiz para promocionar que o Curitibocas estará na Feria del Libro.



Tem um amigo na Argentina? Ajuda a divulgar! http://www.youtube.com/watch?v=yfcwKPgDYzc

Eu já fui personagem e não doeu



Eis a prova. Sou personagem da revista Detrânsito vigente. Tudo dentro do que escrevi aqui.

O que motivou minha participação foi bastante menos nobre do que uma campanha contra os impostos. Registrei protesto em relação a falta de aulas sobre manobra na auto-escola.

A primeira coisa que fiz com meu carro, há cinco anos, foi raspar toda a lateral em uma pilastra um pouco ao lado da sinaleira traseira direita. Virei todo o volante, não tinha a menor noção do que deveria ter feito.

A matéria e as fotos que resultaram da minha participação não são exatamente primores de jornalismo. A redação é burocrática e tem poucas fontes. As imagens são posadas e forçadas. Mas eles quiseram assim. Eu apenas soprei para o lado certo (acredito).

E agora? Se animou a ser um personagem? Facilite, pois.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Lançamento do livro em Buenos Aires

Para todos os que acompanham as novidades do livro na capital argentina (veja aqui)...

NEWS FLASH!

"Curitibocas - Diálogos Urbanos" será lançado em Buenos Aires no dia 16 de abril (quarta-feira) às 19h30 na Casa do Brasil.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Campanha: seja um personagem você também

Mês passado bolei uma pauta para a tv sobre os gastos de início de ano. IPVA, IPTU, volta às aulas, parcelas da viagem de férias, etc. Consegui facilmente marcar entrevista com um economista e o secretário de urbanismo da cidade. Tudo certo? É só mandar a equipe de reportagem? NÃO.

Faltava o personagem. Elemento bastante questionável, mas para o telejornalismo brasileiro indispensável. Tanto que chega ao ponto de derrubar matérias boas.

Em poucas palavras, o personagem serve como o exemplo da informação que a notícia dá. "Humaniza" a matéria, dizem os entendidos. Buscar personagens é o terror dos produtores. Incluindo eu.

Para a matéria acima, o personagem era bastante simples. Uma família, com filho(s) em idade escolar, que pagasse os dois tributos. Levei um dia e meio para conseguir isso. As razões para escapar são as mais diversas. Timidez, medo de se mostrar na televisão, etc.

No fundo, o motivador do declínio é o tal do "não ganho nada com isso, só tenho a perder". Raros se dão conta que a participação na matéria dá voz às reivindicações populares. Ou tem alguém aqui que acha que pagamos poucos impostos? Longe de acreditar que uma modesta matéria no Canal 21 vá mudar muito. Por mais que seja um pequeno grão de areia, o personagem pode ter certeza de que foi soprado para a direção certa.

"Você diz isso por nunca ser personagem, só fazer dos outros personagens para suas matérinhas espúrias", diz o badernoso leitor. Devagar, devagar. A campanha "seja um personagem você também" tem pujante conclusão no próximo post.

terça-feira, 25 de março de 2008

Saiba onde comprar com mapas

Tem um link aqui no blog que você sempre deveria visitar. É o saiba onde comprar, logo ali em cima. Volta e meia adicionamos novos pontos de venda do Curitibocas.

Ontem fiz um trabalho de formiga e coloquei o mapa de cada um dos endereços. Então prestigie o trabalho. Visite este link.





E compre o livro :)

domingo, 23 de março de 2008

Curitibocas com 20% de desconto

Até o final do mês de março a Livrarias Curitiba vende o Curitibocas com 20% de desconto, assim como todos os outros autores paranaenses. Saiba aqui os endereços das Livrarias Curitiba.

"Hey, você não é paranaense, muito menos a Cecilia", diz o calamitoso leitor. Quer queira quer não, assim estamos catalogados por lá.

*****
Estou fora de timming. Essa promoção começou no início do mês de março, mas só me informei hoje. Há pouco tempo, já tinha dormido no ponto com a exposição do Tom Lisboa.

Para alguém da minha profissão, é uma boa hora para visitar o amigo analista.


Leia também

sábado, 22 de março de 2008

Onde está Ivo Rodrigues?

Quer encontrar o Ivo Rodrigues (aka o capítulo 1 do livro)?


Informações do Loba da Estepe, fã clube oficial do Blindagem.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Tudo no mundo tem valor

A campanha da Katia Horn pelo espaço da Efigênia repercute. Ganhou destaque no Caderno G. Trecho:


Ela mostra a caixa com as peças que já produziu, enquanto fala, sempre em forma de versos, sobre os materiais que utiliza: “Fuxico virou cultura. Melhor do que fuxicar o nome das criaturas”. Ou: “Tudo no mundo tem valor/Você sabia que o homem já borda isopor?”.


Operação Buenos Aires - PART 2

Qualquer novidade relacionada ao livro na capital argentina traz o mesmo problema: o stock. Vamos a estar na Feria del Libro, que bom! Mas... e os livros? Eu tenho 17 exemplares comigo e preciso entregar, pelo menos, 25. Claramente, é momento pra fazer planos estratégicos e resolver o problema.

A última vez (a chamada Operação Buenos Aires, lembram?), João e minha tia estiveram em São Paulo na mesma semana. Com alguns obstáculos no meio, João conseguiu dar pra ela os livros.

Desta vez, sem nenhum familiar lá, eu fiz outras conexões. Vamos ver se o plano da certo. Caso contrário, alguém viaja pra Buenos Aires nas próximas semanas?

quinta-feira, 20 de março de 2008

Confirmado

"Curitibocas - Diálogos Urbanos" estará exposto no stand da Embaixada do Brasil na "Feria Internacional del Libro de Buenos Aires". Logo de algumas tentativas, conseguimos.

Em 2007, o evento teve 1.521 expositores, 57 países participantes, 1.380 atividades culturais e 1.212.000 visitantes. Veja mais estatísticas aqui.

Qual é a vantagem do nosso livro neste evento tão grande? É sobre o Brasil, e para os portenhos tudo o relacionado à cultura brasileira é cool. Segundo me informaram, os livros em português só vão ser encontrados nos stands das embaixadas do Brasil e do Portugal. Acho que temos boas possibilidades...

Você pode ajudar?

Por Katia Horn*

Estou coordenando a reforma e estruturação do Museu “A Vida do Papel de Bala” da querida Efigênia Rolim. Efigênia mora na Vila Oficinas – atrás do Autódromo – e tem duas casinhas no terreno. Ela mora na casa da frente e tinha um ateliê improvisado na casa de trás, tudo muito precário. No final do ano passado, através de um projeto montado por mim e Rejane Nóbrega, ela ganhou o prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura. Com esse dinheiro – que não é muito – estamos reformando e adequando o espaço desse ateliê. Conseguimos pagar a reforma (tirar algumas paredes, instalação elétrica, jardim, pintura e vitrines), mas agora o dinheiro acabou, e ainda faltam algumas coisas. Pretendemos inaugurar o espaço no final de abril ou começo de maio, e agora estamos pedindo ajuda dos amigos e admiradores da Efi. Abaixo tem uma relação das coisas que a gente ainda não tem, e quem sabe você tenha sobrando ou saiba quem tenha. Também aceitamos colaborações em dinheiro ou indicações de possíveis patrocinadores.

- uma pia de cozinha
- armário de cozinha
- copos, xícaras para café
- suporte de água mineral
- suportes de cortinas
- cortinas
- almofadas para canto de leitura
- tapete para canto de leitura
- molduras
- banco e cadeiras de jardim
- um manequim de loja
- estantes para livros
- livros para canto de leitura
- um espelho grande
- uma imagem de São Francisco para o jardim (pedido da Efi!)

Esse museu vai ser um importante espaço para divulgação do trabalho dessa grande artista, podendo receber visitas pré-agendadas e atendendo às crianças e população do bairro – que é bastante carente – com biblioteca, contação de histórias e oficinas de arte e reciclagem.

Toda ajuda é muito bem vinda.



Contato Katia Horn:

3272-1578 / 9196-8846 / katia[arroba]familiahorn.com.br


* Katia Horn é artista plástica

Fotos: Deborah Schwanke

quarta-feira, 19 de março de 2008

Juka voltou

Lembra do Juka? Pois é, ele voltou. Só que desta vez, com o Curitibocas lido. Acompanhe:



Juliano : joaozinho qtas saudades do meu incompreendido bambi,
confesso q nao gostei de ter utilizado minha imagem no blog
mas isso sao aguas passadas, bom agora q ja li posso dizer q num contexto geral gostei
porem se nao criticar talvez vc duvide q seja eu mesmo
vamos la pag. 182 paragrafo 5 o nome da locutora do aeroporto e do ligeirinho ( sim, é a mesma pessoa ) é Maria Angela Molteni,
diz a lenda q qdo as pessoas pedem a ela para fazer a locucao ela prontamente pergunta
vc é rico ou pobre?
sem saber o q responder ela justifica
se vc for rico eu faço a locucao do aeroporto
se vc for pobre a do ligeirinho
mande noticias
parabens pelo livro
bjos juka
[grifo meu]

Fico feliz que tenha gostado, Juka.

Dei uma googlada atrás dessa Maria Angela Molteni. O nome dela aparece várias vezes como produtora musical. Não encontrei nada que comprovasse a participação dela nas gravações. Se bem que essa pergunta do "rico ou pobre" é tão boa que pode virar oficial - mesmo que não seja a verdade.

Conseguirá Juliano provar que é ela a autora? Aguardem o próximo scrap.

Beijos.

Para quem estiver em BA, uma dica

Um dos maiores eventos literários na Argentina é a Feria Internacional del Libro de Buenos Aires. Este ano a edição número 34° começa dia 24 de abril e vai até dia 12 de maio. Se alguém estiver em Buenos Aires, não perca a oportunidade de passar por lá (veja como chegar aqui)

Para os interessados em conhecer a história deste evento, mais um click aqui. Só destaco a introdução:

La Feria Internacional del Libro de Buenos Aires es una verdadera ciudad de libros, un catálogo nacional e internacional de industrias editoriales y una fiesta de la cultura. Desde 1975, año en que se realizó por primera vez, fue adquiriendo importancia creciente, hasta convertirse en la muestra más importante de Latinoamérica y destacado referente a nivel mundial; convocando a más de un millón de asistentes cada año.


E o Curitibocas? Calma... Daqui a pouco conto as novidades.

terça-feira, 18 de março de 2008

As perguntas que os jornalistas não fazem [1]

Ontem fui na casa da minha avó, Marion Kaufmann. Havíamos combinado há duas semanas este encontro, pois ela queria me dar um material do Kapuscinski e outro autores que tinha juntado. Conferi mais uma vez que o interesse ou paixão pelo jornalismo e pela literatura estão na sangue da minha família.

Entre os textos que recebi há um artigo* da escritora sul-africana Nadine Gordimer com o título deste post, "As perguntas que os jornalistas não fazem". É interessante e pode ser útil, especialmente aos leitores deste blog. A seguir, a primeira parte.

Qualquer um que tenha se convertido numa pessoa pública -estrela pop, herói desportivo, político, artista, escritor- sabe quais são as perguntas lhe formulará um jornalista decidido a entrevistá-lo, sempre segundo a área de atuação profissional do entrevistado em questão (todos poderíamos respondê-las, até dormindo)

A fama ou a notoriedade são assim: estrelas pop e políticos costumam dar oportunidade a melhor reportagem ou ao mais cobiçado. Os escritores -dos quais as obras não são famosos numa escala comparável, com exceção a Romeo e Julieta, Gone with the wind ou Harry Potter- usualmente são forçados por seus editores a ceder às entrevistas. Eu estou nesse grupo.

Ao longo dos anos, e com muitas concatenações, reuni uma breve lista das perguntas que os jornalistas não fazem. Eu acho essas perguntas muito mais interessantes do que as que são geralmente formuladas. De modo que decidi me entrevistar e ver o que posso descobrir. Isso significa que devo me responder a mim mesma por mais reticência que a pergunta me cause? Sim. Não serei juiz, não serei o jurado, mas serei jornalista e também a vítima.

Qual é a carência mais importante da sua vida? Vivi minha vida na África sem aprender uma língua africana. Mesmo no caso da minhas amizades mais fortes, nas minhas atividades políticas e literárias compartilhadas com compatriotas sul-africanos pretos, eles só falam em inglês comigo. Se conversam entre si em outra língua (e todos eles falam ao menos três ou quatro línguas), só entendo umas poucas palavras: as que tem passado a ser do uso comum no uso sul-africano que se faz do inglês. Do modo que sou surda a uma parte essencial da cultura sul-africana ao qual eu sou parte e estou absolutamente comprometida.

Qual é a mentira mais flagrante que você disse alguma vez? Na verdade, não poderia distingui-la. O fato de viver durante o apartheid, na vigilância da polícia secreda, nos converteu, me refiro a todos aqueles que se oporam ativamente ao regime, em mentirosos consumados. A gente mentia dizendo que desconhecia o paradeiro de alguém que a polícia procurava para arrestá-lo, mentia sobre os próprios movimentos e das pessoas com quem se encontrava. Havia que fazê-lo se desejava proteger a outros e a mim mesma.

Em breve, a continuação desta matéria.


*Infelizmente, não posso identificar a revista na qual foi publicado. Só sei a data, 20 de julho de 2003.

+ Didonet Thomaz por Bruna Bazzo [2]






Fotos de Bruna Bazzo.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

A defensora dos autores paranaenses

Generalizações cometem injustiças. Freqüentemente. Para quem pensa que as megastores são empresas que visam o lucro e nada mais, eis um pequeno exemplo contrário que coloca em xeque a regra. Quem diz isso comete uma injustiça contra a D. B. do setor de compras da Livrarias Curitiba.

Relatei a ela via e-mail que um amigo meu tentou comprar o livro na Livrarias Curitiba da Boca Maldita. Segundo o vendedor, o livro sequer existia - não tinha cadastro. O cliente foi até uma outra loja da mesma franquia e encontrou o livro.

D. B. pediu por mais detalhes e pediu desculpas. Não tinha achado nada grave -provavelmente o vendedor errou o nome do livro no momento de digitar, ou algo do gênero. Mas fiquei na dúvida se a livraria havia decidido deixar de comercializar o livro ou algo do gênero. Hipótese bastante improvável, mesmo assim... perguntei.

Dei minha tréplica para D.B. dizendo que tudo devia ser uma mal entendido. Ela responde:

Mas eu entendo a situação como grave pois sempre tento defender, vocês autores, já que o espaço é tão pequeno.
Se os livros não estiverem disponíveis para quem tem interesse em comprá-los fica difícil "tentar" mais espaço, pois não havendo venda não consigo mostrar o quanto alguns de vocês são bons e merecem destaque.
Quase caí da cadeira com a resposta. Sim, eles reconhecem que o espaço para leitores paranaenses é exíguo. E ela estava preocupada. Respondi mais uma vez dizendo o quanto me surpreendeu a reação dela. Responde ela:
Fui contratada pela Livrarias Curitiba para cuidar do espaço de vocês e nada mais justo que eu o faça (...) Acredito no "meu ganha pão".
É bom saber que temos alguém especialmente estacada para cuidar do nosso. Sem mais.

Ping-pong para chegar à Feira do Livro

Eu quero estar na Feria del Libro de Buenos Aires. É isso mesmo, quero que o livro esteja exposto ali. Um desejo tão simples está demorando demais para ser cumprido. Mas por enquanto, o panorama é o seguinte. Antes, uma aclaração: pela natureza do nosso livro, só pode estar exposto no stand da Embaixada do Brasil.

Na Câmara de Comércio Brasileira Argentina fizeram o contato para o setor cultural da Embaixada do Brasil. Legal. Mandei um mail bem detalhado explicando o livro e a boa repercussão que já teve em Curitiba. Não recebi resposta, para variar. Liguei lá e me dizerem que responderiam logo. Tudo bem, aguardo.

Hoje ao meio dia tinha uma chamada perdida dum número extranho no meu celular. Ligo e escuto:"Usted se ha comunicado con la Embajada de Brasil". O que??? A Embaixada?!?! Fiquei feliz. Impossível não tirar conclusões e imaginar que de repente tudo o que eu quero vai dar certo. Mas nada é tão fácil.

Na hora não consegui me comunicar com o setor cultural, o único que tem um motivo e meus contatos para me ligar. Aguardei até às 15h30 e aí falei com a simpática Maria Elena. Segundo ela, ninguém tinha me ligado. E ao respeito do meu pedido, tinha que falar com a Câmara Brasileira do Livro ou com a Fundación Centro de Estudos Brasileiros (Funceb).

Ai ai ai... Mais contatos, mais emails não respondidos, mais frustrações. Mas vamos lá ver o que me dizem na Funceb. Espero que o próximo post sobre este assunto seja mais otimista. Estou pensando naquele ditado que uma vez citei, "El que quiere celeste, que le cueste".