sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Tirem os leitores da sala de leitura

Roberto Gomes escreveu na Gazeta do Povo de domingo sobre a sala de leitura recém inaugurada que leva o nome do piloto Felipe Massa. O colunista parece concordar com a opinião registrada aqui no Curitibocas:


(...)O que me chamou a atenção é que tenha ocorrido a alguém – um destes gênios promotores de eventos culturais – dar o nome de um piloto a uma sala de leitura, imaginando com isso incentivar a leitura. Nenhuma culpa do piloto, que estava ali apenas cumprindo algum contrato publicitário. O que surpreende é a tolice brasileira (e talvez mundial) em se buscar o apoio de “celebridades” quando se trata de promover livros ou coisas que se abrigam sob o rótulo de “cultura”.

A distorção está nisso. No culto à celebridade. Na crença desastrada de que, se uma figura notória é fotografada com um livro nas mãos, isso levará os jovens a ler. Engano. Se a “celebridade” empunha um livro ou nos mostra um salame, dá no mesmo. O que a celebridade vende é o próprio culto à celebridade. E livros não são salames.

(...)Quem sabe os publicitários estejam convencidos de que livros e seus verdadeiros leitores sejam criaturas sem graça para serem apresentados aos estudantes. Quem sabe isso seja apenas mais uma face do desprezo cultural pela leitura que existe entre nós. (...)

Leia a coluna completa de Roberto Gomes aqui.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

+ Edilson Viriato por Bruna Bazzo




Eis um personagem que foi resistente na hora de falar. Porém, se mostrou acessível para a câmera da nossa fotógrafa. Com vocês, as fotos que Bruna Bazzo tirou, mas o Curitibocas não publicou (rima = falha, mas foi por pura falta de espaço).

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Presença confirmada

Uma pessoa vinculada a Secretaria Municipal de Educação confirmou a lista de presença no Paiol Literário. A função era comprovar a conclusão de uma curso de aperfeiçoamento. Assim como eu, ela achou que esse público foi quem salvou o evento.

"Foi por causa do horário", argumentou, sobre o fato de tão pouca gente interessada apenas no evento ter ido. 20h (horário marcado sem contar o atraso) não é tarde. Toda data tem uma desculpa. Se colocar às 19h, não dá tempo de ir do trabalho até lá. Antes disso nem pensar. Se marcar no final de semana, o público quer ver família e descansar.

Curitiba não merece a produção cultural que tem.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo [final]






Fotos de Bruna Bazzo.

E com isso finalizamos as fotos extras do ensaio da Rainha do Papel de Bala. O próximo personagem da lista é Edilson Viriato. Aguarde.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Hoje era dia de Feira do Livro

Nesta segunda, a Praça Osorio de Curitiba deveria estar sediando uma feira de livros, conforme está escrito no site dos organizadores. O evento iria até o dia 20 deste mês. Tudo no condicional, porque sexta-feira passada os cerca de 60 expositores foram informados que o evento foi cancelado. Seria a quinta vez consecutiva do evento em Curitiba.

A coordenadora do encontro literário, Sueli Brandão, do Instituto de Educação e do Livro, disse ao blog Sobretudo que a prefeitura informou em cima da hora que não poderia ceder o espaço por problemas técnicos. Luiz Claudio "Lobão" Oliveira, responsável pelo Sobretudo, registra que o evento era, para os olhos da prefeitura, puramente comercial. A Fundação Cultural não tem nada haver. A liberação seria da Secretaria de Meio Ambiente.

Independente de qual secretaria deveria liberar a feira, alguns comentaristas do Sobretudo se mostram indignados e culpam a gestão Beto Richa pelo cancelamento. "E, MAIS UMA PALHACADA DOS BETO DA VIDA", escreveu CIDINEI.


Independente de quem é a culpa, fato é que comprar livros com desconto é sempre bom. Tomara que a prefeitura e o Instituto de Educação e do Livro cheguem a um acordo.

O Instituto de Educação e do Livro afirma em seu site organizar pelo menos cinco feiras de livro em Santa Catarina e Paraná.

domingo, 9 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo [5]








Fotos de Bruna Bazzo.

sábado, 8 de novembro de 2008

Presença no Paiol Literário


Tenho que ser mais comedido com minha rasgação de seda desmesurada aqui no blog. Esses dias registrei minha desilusão com a piauí. Agora a decepção é com relação ao Paiol Literário, evento que já fiz menção neste espaço. Aos fatos.

Quinta passada, estava pouco antes das 20h no Teatro Paiol para conferir o bate-papo com o carinha da foto ao lado, o escritor Fabrício Carpinejar (conheça o blog dele). "É aqui que entrega o livro", pergunto a uma moça com um crachá da Prefeitura de Curitiba. Como resposta, obtenho um olhar do tipo "só não entendi a parte que fala de entrega de livro". Segundo ela, uma tal "Margareti" não mencionara nada.

Ou seja, a tal da doação de um livro como entrada era balela. O que os meios noticiaram foi só para espantar público, ao que parece. É o terceiro Paiol Literário que essa entrada é pedida, mas não é cobrada. Como fazia tempo que não ía, achei que tinha ficado sério.

Me* aplasto em uma cadeira com uma edição do Rascunho, o jornal responsável pelo evento. Minha leitura é interrompida com uma outra moça -esta de uns 40 anos e sem crachá- com uma pasta nas mãos. "Já assinou?", me pergunta. Minha vez de lançar a cara de "só não entendi a parte que você falou em assinar". Mas consigo articular um par de palavras: "Para quê?". "Você não é dos faróis? Então não precisa", falou enquanto retirava a tal pasta das minhas mãos.

Faróis, prefeitura, Margareth e lista de presença. Não precisa ser Sherlock Holmes para deduzir que a presença ali era uma imposição da prefeitura (Margareth deve ser a Margareth Caldas Fuchs, da Secretaria Municipal de Educação). Ou era oferecida alguma vantagem. Uma forma de "pagar o sacrifício" de quem estivera lá. Do contrário, não seria necessário um controle de presença. Acompanho a pasta passar pelas mãos de pouco mais de 20 pessoas. Sem contar essas e uma meia dúzia da parte técnica, havia menos de dez espectadores.

Público curitibano, que tanto elogiei: vai tomar no cu.

Passada a breve catarse, ei de ser justo e mencionar que o papo foi ótimo, como costuma ser. Salvo por uma ou outra firula literária Carpinejar foi franco e irreverente. Falou de seu processo criativo e biografia, além de uma deliciosa tese sobre o neo-canalha. José Castello, como sempre, deixou a conversa em um nível elevado e agradável. Mês que vem rola o último do ano. Vê se vai.

* próclise no início de frase é um direito seu. Lute por isso.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo [4]






Fotos de Bruna Bazzo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Independência da piauí é explicada com fusão dos bancos


Em meio à histórica fusão do Unibanco e Itaú (que eu chamo de Unibú), recebi minha revista piauí. Finalmente entendi como a publicação, que investe em reportagens pesadas ao estilo New Yorker, conseguiu sobreviver no injusto mercado editorial brasileiro. Senti-me o último a entender a piada: a publicação, que é do filho do dono do Unibanco, tem seis páginas de anúncios de instituições financeiras (cinco de bancos e uma da consultora financeira PricewaterhouseCoopers).

Apenas quatro anúncios de página inteira não são de bancos, sendo que dois são da Globosat - um do canal GNT e outro do Universal. Globosat que é controlada pelo Globo S.A., que por sua vez vende suas cotas mais caras em seu veículo de ponta, a Tv Globo, ao Itaú. Em 4 de novembro, a capa do jornal O Globo, outro meio da Globo S.A., colocou um quadro com as vantagens da fusão. Não havia menção de desvantagens.

Nunca escondi minha admiração pela piauí. Era meu principal argumento em discussões sobre o investimento em qualidade para atrair leitores. Comentei no mês passado com alguns amigos que li uma das (se não a) melhores reportagens feitas no país: O Caseiro, sobre a história de Francenildo dos Santos Costa, personagem-chave da queda do ministro Antônio Palloci. A reportagem é assinada, justamente, por João Moreira Salles, publisher da revista e filho de Walter Moreira Salles, o fundador do Unibanco. Com o falecimento de Walter em 2001, o banco hoje é comandado por Pedro, irmão de João.

Abro a piauí deste mês. Página dois e três estão tomadas por um anúncio do Itaú. Contracapa é do banco Real. Concorrentes? Se considerarmos que o sistema bancário brasileiro é composto basicamente por duas instituições estatais (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal), duas privadas nacionais (Bradesco e, agora, Unibú) e duas privadas extrangeiras (HSBC e Santander) com tarifas, serviços e atendimentos muito próximos uns dos outros, o leitor me permite concluir que estão todas mancomunadas entre si.

Outro fato: o público-alvo da revista não é o de gente que mexe com grana. Os anúncios da Globosat e de livros faté tem sua razão de ser, porém a publicidade desses bancos faria mais sentido em periódicos como Exame, Você S.A., Valor Econômico, entre outros. Ou seja, o maior exemplo de publicação de qualidade e independente do Brasil só parece ter sido realizado em razão do DNA do seu publisher.

De imediato, vem a memória uma questão editorial da revista. Lembro de um perfil altamente favorável ao banqueiro Daniel Dantas, alguns meses antes dele ter sido preso pela Polícia Federal. Era estranho, mas agora, faz sentido. Sinto aquela sensação chata de ser o último a entender a piada quando todos já se esbaldaram com gargalhadas.

Para completar a desilusão, responda rápido: qual o principal investimento de marketing cultural feito pelo Unibanco? Cinema, claro. Com João e Walter Salles, ambos cineastas, não podia ser diferente. Assim, fica fácil. São símbolos (ou, porque não, heróis) da cultura brasileira dúbios a partir de hoje, no meu ponto de vista.

Aqui em Curitiba o HSBC e a Caixa tem teatros. Não surpreenderá se os chefes das instituições tiverem parentes dramaturgos ou atores.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo [3]




Fotos de Bruna Bazzo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O jogo das diferenças

Para complementar os comentários que eu fiz no último post sobre a nova edição do Curitibocas, editada pela Secretaria Estadual da Cultura (SEEC), apresento hoe algumas fotos. Copio algumas das explicações que escrevi comparando os dois livros.

Capa A diagramação, apesar de seguir com os mesmos elementos, ficou diferente. O título está uns centímetros mais abaixo. Os nomes dos autores de um tamanho menor e um pouco mais pra acima. Parece um detalhe irrelevante, mas para um olho mais crítico, faz diferença.

(2da edição)

(1ra edição)

Contracapa Foram acrescentados os logotipos do Governo do Paraná, da Secretaria de Cultura do Estado e da Imprensa Oficial. Também foi corrigida a palavra "multi-artistístico" por "multi-artístico".

(2da edição)


(1ra edição)

Lombada A mudança é a mais evidente. Na edição original, a lombada era branca com o título ocupando 50% do espaço. Na nova, é mantido o fundo da foto e o título é colocado sobre uma faixa branca. Foi diminuído o tamanho do título.

(2da edição)

(1ra edição)

As fotos das lombadas foram difíceis de tirar, mas dá para perceber a diferença


Orelhas A fonte usada foi a mesma que no texto, diferente da primeira edição. Portanto, o texto ficou melhor distribuído. Ainda mais, na orelha direita foi usado um fundo preto. Deste modo, acompanha a foto da contracapa, que é mais obscura.

(2da edição)

(1ra edição)

Primeiras páginas Percebe-se que quando há tempo, as coisas ficam melhores. Foi padronizado o estilo da fonte deixando as primeiras páginas de um jeito mais harmonioso. Também foi acrescentada uma página com informações do Governo do Paraná.

(2da edição)

(1ra edição)

Diagramação As margens internas são maiores. Portanto, o livro ganhou algumas páginas a mais. Passou de 280 a 333.
(2da edição)

(1ra edição)

Como apontei no post, tem mais diferenças. Mas não adiantou tirar fotos. Elas são:

Papel É uma das diferenças mais evidentes. Não sei qual é a gramagem de cada um mas, na segunda edição, o papel é mais grosso e de melhor qualidade.

Fotos Estão mais claras e algumas parecem ter uma qualidade menor. Foi mantida a mesma seleção.



Leia mais:



segunda-feira, 3 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo [2]







Fotos de Bruna Bazzo.

sábado, 1 de novembro de 2008

+ Efigênia por Bruna Bazzo

Chegou a hora de conferir todas as fotos produzidas para ilustrar a página de fotos do Curitibocas no capítulo da Efigênia Ramos Rolim, aka a Rainha do Papel de Bala. O crédito das fotos, você sabe, é de Bruna Bazzo.




sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sala de leitura é batizada com nome de piloto que não é de ler muito

Nada contra Felipe Massa, que pode até ser o campeão da Fórmula 1 no domingo. Mas batizar uma sala de leitura com o nome dele é demais. Para fechar com chave de ouro, o próprio admite que "não é de ler"

Pior, entre a série de eventos que o piloto é obrigado a fazer em sua estada no Brasil, teve que doar livros.

Leia a notícia da Folha de S.Paulo do dia 28 de outubro:

(...) Mas, para quem foi lá lançar uma campanha de incentivo à leitura, que tem a Unicef como principal patrocinadora, Massa derrapou. Na porta da agora batizada "sala de leitura Felipe Massa", mas que existe desde 2007, o piloto da Ferrari não conseguiu lembrar de um livro que tenha lido neste ano.
"Tenho lido apenas sobre o acerto do meu carro, de como deixá-lo mais rápido", falou Massa, para depois admitir que livros não são seu forte.
"Não sou muito de ler. É difícil ter tempo", falou o ferrarista, para só no final da conversa lembrar um livro que tenha lido nos últimos tempos -um sobre Ayrton Senna, que ele não especificou.
Massa fez uma doação de 1.200 livros para os alunos e o acervo da biblioteca da Francisco Brasiliense. Mas nesse caso sua boa intenção não vai estimular a leitura da forma como poderia fazer.
A biblioteca ganhará apenas cinco novas obras, já que apenas cinco títulos diferentes formavam o estoque de 1.200 livros doados por Massa. (...)


Leia a matéria completa de Paulo Cobos aqui (assinantes).

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

+ Hélio Leites por Bruna Bazzo [final]







Fotos de Bruna Bazzo.

E esse é o fim das fotos extras de Hélio Leites. Logo mais vem mais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Mais de mil sebos

Em uma busca por um livro de leitura obrigatória na minha pós e mais barato, acabei pexando (gauchês para "colidindo") com um sítio nota mil, o Estante Virtual.

Ele busca em mais de mil sebos a partir do título do livro ou autor. No próprio site tem o telefone ou sítio do sebo para fazer o pedido. Simples assim.

O livro que eu buscava era "Uma Criança chamada 'Coisa'", de Dave Pelzer. Achei por R$ 6 em um sebo de SP. A Ceci que está por aquelas bandas foi lá, comprou e me mandou bem mais barato do que se eu fosse comprar um novo.

Achei até o Curitibocas por lá.
****

Em tempo: R$ 6 e mais uma hora e meia dedicadas para o livro de Pelzer é bastante caro.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

+ Hélio Leites por Bruna Bazzo [5]







Fotos de Bruna Bazzo.