terça-feira, 31 de julho de 2007

Uma noite na espera de e com Caco Barcellos


Caco Barcellos tem a profissão e competência que todos os jornalistas queriam ter. Uma matéria que mude o país depois de muita apuração e investigação é o grande sonho. Por isso também que ocorrem muitos erros graves na grande mídia, mas isso é outro papo.

O grande ícone do jornalismo romântico esteve em Curitiba ontem e, como escrevi aqui, deu muita dor de cotovelo. A palestra estava marcada para ontem às 20h, primeiro dia letivo do segundo semestre de 2007. Pela ocasião, os alunos do período noturno não tiveram aula.

Caco atrasou. Para conter os ânimos e expectativas do público, o jeito foi apelar aos jornalistas funcionários da RPC -a filiada da Rede Globo no Paraná. Dulcinéia Novaes foi a primeira a improvisar uma palestra.

Novaes é a cara paranaense na Rede Globo. Sempre que há uma matéria de relevância nacional, ela é quem mete a cara no Jornal Nacional.

Já no "boa noite" ela demonstrou um carisma arrebatador. Falava simples, sorrindo, com uma ou outra firula graciosa. Com o microfone na mão, dava pequenos passos no palco que preenchiam todo o espaço.

Na fala dela, nada demais. Falou o básico, como começou, a necessidade do repórter ser sintético, blá blá blá. Mea culpa do auditório, que disparava perguntas do quilate de "você prefere jornalismo impresso ou televisivo?".

Esgotada Dulcinéia Novaes, entra Mauri König. Ao contrário de Novaes, König é força bruta e vem do jornal impresso. Parece que fala com o cadarço do tênis. Mas se trata de um cara ganhador do Prêmio Esso de Jornalismo. Duas vezes. Tem histórias interessantíssimas. Mas parecia visivelmente incomodado na função de enchedor de lingüiça.

Quando finalmente chega o astro da noite, uma hora atrasado, a expectativa era que ele unisse a carisma de Dulcinéia com a profundidade de König. Não aconteceu. Perguntou em voz alta para si mesmo se "era para falar". Começou a engrenar passados 20 minutos de conversa.

Prato principal
Não vou aqui descrever toda a palestra, que girou em torno do "Profissão: Repórter" e de questões éticas do jornalismo investigativo. Só registro a opinião dos alunos no dia seguinte: "Médio". Se não fosse O repórter, seria "Ruim".

Duas coisas são altamente destacáveis na palestra. Primeiro, Caco declarou que se tiver que escolher trabalhar com uma equipe de talentosos ou de batalhadores, fica com a segunda. Coincido.

A outra é que Barcellos não considera matérias de declaração como jornalismo. O ranço é pelo seguinte: no jornalismo, uma declaração polêmica dependendo de quem seja, é notícia. Por exemplo, a entrevista com Roberto Jefferson que desatou o escândalo do mensalão. Para Barcellos, a reportagem da Folha de S. Paulo (que se não me falhe foi feita pela Renata Loprete) não cumpriu com bons preceitos do jornalismo.

E isso toca no cerne deste futuro livro. Afinal, declarações tem o seu valor? Segue no próximo post. Este está longo demais.

Quer melhorar seus textos?

O site IJNET (International Journalists' Network) oferece material muito bom para melhorar os textos jornalísticos. Alguns exemplos são:

Dicas de redação
Consejos para escribir un buen reportaje
Toda buena historia comienza con una buena idea

"Escrever é re-escrever", segundo dizem os expertos. A escritura vai melhorando com o tempo, e materiais como estes ajudam a ter as coisas mais claras e produzir textos mais interessantes.

IJNET está em inglês, espanhol e português. É bom procurar nos diferentes idiomas. O material em inglês tem 27 tópicos enquanto o de português tem só 16.

Dia Mundial do Orgasmo - Off Topic

Hoje é o Dia Mundial do Orgasmo.

E eu não tive nenhum até agora =[

Na boa, será que tem um funcionário na Onu pago para criar essas datas comemorativas? Eu quero este emprego.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Ai, meu cotovelo - a palestra de Caco Barcellos


Acaba de encerrar a palestra de Caco Barcellos. Estou meio zonzo, foram três horas de falação sem interrupção na PUCPR. Como ele se atrasou -graças ao caos aéreo, alegou- dois jornalistas paranaenses foram convocados a entreter o público enquanto a atração da noite não chegava. Auditório lotado.

Apenas registro que deu uma inveja tremenda ver a pilha de livros exposta na saída do auditório. Vendiam "Abusado" e "Rota 66", livros mais recentes do repórter global.

Um dia seremos assim. Amanhã, espero mais recuperado, conto uma lição importante que aprendi lá.

Àqueles famintos por notícia real time, paciência. Francamente, você não precisa saber disso agora. Nem da maioria de notícias expostas nos sites noticiosos.

O fenômeno NAH!

Este blog é o rasto que vamos deixando enquanto fazemos o livro. Todas as etapas estão documentadas neste espaço virtual, basta só cliquear nos links aos textos na coluna direita para encontrar do primeiro ao último post.

Quem leu o blog "de pé a pá"* terá percebido que ao longo destes meses colocamos todo tipo de textos. Alguns 100% relacionados ao andamento do livro e outros um tanto distanciados, mas sempre mantendo uma referência a nossa experiência com Curitibocas.

O post de hoje está dedicado a uma publicação que fez sucesso em Argentina: a Revista NAH! O nome já pode dar um indício de que não se trata de uma coisa muito séria, mas a verdade que é um projeto que fez sucesso no meu pais. A moral da NAH é o sem-sentido, o absurdo e a piada que às vezes chega a ser meio grotesca.

NAH! começou em 2002 com a premissa de não respeitar os padrões. Um exemplo: publicavam uma nova edição só quando eles queriam (ou quando conseguiam a grana necessária para imprimir-la), não mensalmente como se acostuma fazer. Outro dato, a distribuição era feita de modo mais informal. Eu me lembro de conhecer a revista três anos atrás pelo um amigo do meu primo que as vendia pessoalmente. Nesse momento a NAH! custava só $1 (um peso), hoje custa $6,90. O público tem se queixado pelo aumento, e eles explicam tudo no seu site de Perguntas mais freqüentes. Vale a pena entrar.

Por que estou escrevendo sobre esta revista? Simples, porque é um caso de uma proposta inovadora que fez sucesso justamente pela sua originalidade. Não foi fácil chegar aonde chegaram, demorou e precisou de muito esforço... Hmmmm.. Tipo, Curitibocas? A comparação não é em termos de conteúdo mas no fato de trabalhar muito pelo um projeto próprio.

A última edição que comprei foi "VeraNAH", publicação em honro ao verão, e atualmente a possui João Varella. É prova que o humor, mesmo se é bastante portenho, pode divertir aos irmãos brasileiros. (Ele que conhece a revista pode dizer se tem alguma similar no Brasil, eu ainda não vi).

Hoje eu queria ter a edição que publicaram enquanto eu estava em Curitiba. Perguntei em mais de cinco bancas de revistas da zona mais movimentada do centro. Em todas estava esgotada. Aliás, em Buenos Aires tem duas bancas por quarteirão, quase como o fenômeno das farmácias em Curitiba. O fato que uma revista feita com suor esteja esgotada significa que o esforço está rendendo. Tomara que aconteça algo similar com Curitibocas.

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* expressão argentina. "De pé a pá" = tudo

Ziraldo e o antro

Em meu último post, expliquei que tinha um preconceito bobo com blogs. Veja só quem parece dividir meu antigo sentimento:



Claro que este vídeo está fora de contexto. O jornalista João Paulo Pimentel não perdeu a chance de tirar isso a limpo e entrevistou o criador do Menino Maluquinho.

Gazeta do Povo – Em que sentido a internet é o “antro do débil mental”, como você diz no vídeo?
A edição do vídeo só pegou o começo da conversa de uma pessoa inflamada. Não retiro nenhuma daquelas palavras, que estavam contextualizadas no programa do Amaury Jr. Um antro é onde se reúnem as pessoas de má qualidade. E grande parte dos usuários da internet têm má-fé. Prova disso é o meu vídeo no YouTube. Só um débil mental faria isso.
(...)
Mas é claro que, ao chamar o internauta de babaca, você criaria uma controvérsia...
Não xinguei o usuário da internet e, de mais a mais, não existe “o usuário de internet”. Existe o torcedor do Flamengo. A internet não é uma instituição nem um clube. Isso é uma colocação que não faz sentido: “Olha, usuário da internet, o Ziraldo xingou você”.

Os blogs não podem ser encarados como ferramentas de escrita e leitura, principalmente num país que não costuma ler nem escrever?
As escolas deveriam incentivar os alunos a manterem blogs, mas existe o blog do exibido e o do reflexivo. Agora, a maioria dos blogs não convida à reflexão. É fofoca, é bobagem e com uma linguagem cifrada – feita por gente que não dominou a escrita. Não se pode chegar à internet sem passar pelo livro, mas é isso que está acontecendo.

Eu entendo o velho Zira. A internet dá poder para qualquer um sair disseminando mentiras e calúnias. A inclusão social na rede mundial no país foi da mesma maneira que acontece com todas nova tecnologia, ou seja, parte das classes altas e vai descendo conforme preços e tecnologia são facilitados.

A elite brasileira no Brasil é pouco educada. Não só passa batido por livros, como Ziraldo diz em sua última frase, como é ignorante na linguagem textual de maneira geral. Jornais, revistas, carta, gibi, recadinho de mural. Nada com mais de cinco frases coerentes é efetivo aqui.

Acho que agora faço parte do "antro de débil mental".


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Confira a matéria completa aqui. João Paulo Pimentel escreve também para o Blog Caiu na Rede.

domingo, 29 de julho de 2007

The Blog Experience

Quem deixou de falar comigo por uns três anos deve ter estranhado. Este que vos escreve tinha um preconceito bobo (pleonasmo?) contra os blogs e fotologs. Culpava o meio pela grosseira queda de qualidade do conteúdo na internet por volta de 2002 - época da famosa inclusão digital.

Na verdade, a culpa é dos usuários. Pelo meu antigo raciocínio, se os jornais eram ruins, deveríamos parar de destruir as imprensas. Errei, admito.

Como adiantei em um post recente, aqui começo o relato da minha jornada blogueira.

O título não é pedantismo. Serve para dar a deixa do primeiro alerta do mundo dos blogs: saiba inglês. O início da internet foi nos EUA. O inglês é a língua da rede. Por isso, não entenda como arrogancia a falta de tradução dos termos que estão por vir, pois simplesmente elas não existem.

Até onde sei, o único país que esboça uma defesa do idioma é a Espanha. Lá blog é bitácora. Mas a muralha espanhola começa a ruir. Aos poucos o vocabulário mundial da rede muda o do país peninsular.

A idéia deste blog surgiu de uma conversa sem muita firula. "Vamos fazer um blog?", perguntei. "Go", respondeu Ceci. Só depois que eu fui entender como funciona a coisa. Fiz uma rápida pesquisa para entender o que eram os tais de blog que pululam nos sítios dos jornais do mundo inteiro. Comecei, claro, pela Wikipédia.

Ok, bilhares de críticas a Wikipedia. A enciclopédia cresceu e comete imprecisões pavorosas. Inegável a utilidade dela para dar iniciar pesquisas, para dar um norte. Para temas mais profundos, não recomendo de jeito nenhum.

Pesquisa vai, pesquisa vem, resolvo ler o tal do Google AdSense. Ahá, então é assim que tem gente vivendo de blogar.

Mas isso é assunto para outro momento.

Curitibocas em YouTube

Há algum tempo postamos aqui um vídeo que fizemos para explicar do que trata-se o livro. Naquele momento o colocamos sem áudio e ficava meio sem graça. Agora já podem apreciar-lo com tudo certo.

Estamos produzindo, com a ajuda de um amigo simpatizante de Curitibocas, um outro vídeo menos formal que será colocado em YouTube em breve.

sábado, 28 de julho de 2007

Afinal, este blog trata do que?

Recebi uma pergunta na minha caixa de e-mail que mudou meu dia: "Como vai aquele projeto do Curitibocas sobre uma reportagem com personalidades de Curitiba?". Iria dedicar meu dia aos afazeres do emprego que me obrigaram ficar este final-de-semana de plantão. Como não caiu avião, nem morreu político importante, dediquei-me junto com a Cecilia a resolver esta questão. Regra de ouro: se um leitor -e neste caso não era nenhum paraquedista vindo do Google- não entendeu, a culpa é toda de quem escreveu.

Tenho que dar a mão a palmatória. A co-autora deste LIVRO me dizia desde o começo para colocar um link permanente que explicasse o projeto. Teimei. Pensava que com o cabeçalho bastava.

Acontece que o cabeçalho estava fraco e acima de uma figura. Regra básica de legibilidade, texto sempre separado de imagem. A atenção do leitor fica dividida entre um e outro. Como não conseguimos ainda solucionar a pleno a questão do cabeçalho, coloquei um bold (aka negrito) para melhorar.

Também dei uma enxugada no texto.

Outra ação é o link explicativo acima dos posts. Este texto será constantemente mudado de acordo com as atualizações esmiuçadas nas postagens regulares do blog.

Moral da história: se você tem um assunto complexo e quer que os outros entendam, seja didático. Nunca se sabe quando alguém novo vai se interessar e tentar entender qual a moral da coisa.
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Essas minhas dicas de blog são meio nas coxas. Tem o seu valor, mas tenho pouca experiência no assunto. Para quem quer algo mais específico, sugiro deve conferir o novo blog do Alessandro Martins -blogueiro já bem experimentado-, o Queroterumblog.com.

Valeu Skype

Nos tempos pós-modernos é relativamente fácil continuar um trabalho como o nosso. Claro que já passado o trabalho de campo, o que resta é dedicar muito tempo em frente do computador e com um telefone perto.

Atualizar o blog, mandar mails, redatar textos e demais questões são tarefas que vamos nos distribuindo entre os dois. Mas há uma ferramenta que tornou-se essencial para nos dois. Skype.

Com o programa você pode falar como se fosse em telefone mas de graça. MSN oferece um serviço parecido mas Skype ganha na qualidade do som principalmente. Graças a este programa com João nos comunicamos facilmente sem gastar um centavo. Debatemos do livro, das oportunidades que foram surgindo nestes dias, das ações que temos que tomar, entre outras.

Skype oferece mais um serviço. Você pode fazer ligações a números que não estejam online. Isto tem um custo, claro. Mas é realmente mínimo porque as ligações internacionais tem custo local e você acaba gastando muito pouco. Assim é como eu tenho crédito para ligar para Curitiba às pessoas que precise.

Esta etapa da divulgação parece fácil mas não é. Precisa de muita dedicação (como todas as anteriores) e de persistencia no envio de mails e ligações. Se Skype não existisse acho que muito ficaria nas mãos do João. Mais uma vez, a tecnologia facilita o trabalho.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Precisa-se de revisor

Curitibocas entra em fase de recrutamento. Estamos em busca de um revisor. Se você está disposto e faz letras, jornalismo ou se considera apto para o serviço, junte-se a nossa equipe.

Já temos voluntários para

  • Fotógrafia
  • Diagramação
  • Arte da capa
  • Ação de marketing maluca (breve mais detalhes)
Agora se acha que pode contribuir de outra maneira para este projeto, entre em contato.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Blog Quente


No começo, todos eram sites. Depois começaram a diferenciar-se. Uns passaram a serem chamados "Portal" (Yahoo!, um dos primeiros). Outros "Search Engine" (exemplo: aquele site que começa com "G" e é vedete na Dow Jones).

Aí vieram os publicitários. A mania insuportável de criar termos novos volta e meia gera algo interessante. É o caso de "Hot Site", que designam os sítios criados para um assunto específico moderno e efímero.

Outro termo bacana da internet: blog. Significam páginas com modelos pré-definidos, layout simples e que os usuários não precisam ser gênios da programação para montar um.

Este blog é um "Hot Blog". Rá! Trata de um tema bem específico e efímero, que morrerá assim que os assuntos sobre o livro produzido por Cecilia Arbolave e eu se esgotar.

A tal da blogosfera tem suas regras, lógica e charme próprio. Fascinante, principalmente para quem trabalha com comunicação. Claro que também tem pontos negativos e profundas bobagens.

Nos próximos posts, acompanhe as opiniões deste neófito da blogosfera sobre a experiência de ser um blogueiro. Sei que a maioria que frequenta este espaço não tem um blog e não entende patavinas de RSS, SEO, meme e outros palavrões da área. Nos próximos dias, registrarei minha pequena experiência para quem interessar possa. Assim você entenderá um pouco mais deste e de outros termos que estão revolucionando a comunicação.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Como é feito um livro?

A Fundação Demócrito Rocha tem um vídeo bem instrutivo com todos os passos da fabricação de um livro.



Descobri pelo Alessandromartins.com

Parabéns escritores!

Graças ao blog Lendo.org descobri que hoje, 25 de julho, é o Dia do Escritor. Que bom ter um dia para homenagear aos que optam pela escritura como meio de expressão.

Então, parabéns para todos eles!

Não nega o diálogo, mas da mídia ela não gosta

Trecho da entrevista com a artista Didonet Thomaz. Versão sujeita a alterações e revisões até a publicação do livro.

Como lida com a crítica? Se um crítico vai e fala mal do meu trabalho, e daí? É ponto de vista dele. Eu tenho que tocar.

Nunca teve o afã de querer ser conhecida? Não. Isso é um critério de valor. Tem gente que é alucinado por isso. Quer fazer escola de qualquer jeito. Não estou procurando isso, não. Conheço pessoas que tem uma pasta para mim. O Key Imaguirre tem uma pasta para mim na biblioteca dele. Eu quase cai para trás. Fui publicando, entrando em contato. Sou muito comunicativa, mas não sou muito da mídia. Não que eu seja tímida, eu não gosto de exibicionismo. As entrevistas para a mídia são uma conseqüência. O que tiver que ser vai ser. Eu não nego orientação. Estou começando a orientar agora. Não nego diálogo. Tenho também o meu critério.

Como se relaciona com a mídia? No caso do jornal, foi uma vertente muito interessante. Uma abertura que a Gazeta me deu por intermédio do José Carlos Fernandes, da Mariângela Guimarães e do Paulo Camargo, que na verdade se transformaram em amigos. Imagina, eu não sou jornalista e faço uma página de jornal. Lá dentro, na redação junto com eles. Trabalhando com os programadores visuais. Tudo isso é um lastro de confiança, de cumplicidade. Meu diálogo com a sociedade era lançado na imprensa. Foram umas 13 páginas mais ou menos. O que a sociedade me dá, eu respondo dessa forma.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Pronosticamos o fim mas...

Foi meio impossível abandonar este blog. Nos últimos dias antes de eu ir embora, combinamos abandonar a régua de fazer um post por dia. Ou ainda temos muito para dizer ou é a rotina de escrever aqui, mas a realidade é que não paramos.

Com este post, são em total 255 posts desde que criamos o Blog de Curitibocas. É um número interessante se pensamos que todos de alguma forma estavam relacionados ao livro. Claro que às vezes a conexão era um pouco, como diríamos na Argentina, "tirada de los pelos" (para dizer que é meio complicada), mas tudo bem. O importante é que atualizamos o blog dia a dia e agora não conseguimos parar.

Estamos aguardando a resposta de uma editora e daí vamos decidir de uma vez por todas com qual fazer este livro. Daqui a pouco, mais novedades.

Diagnóstico pós-blog

Passada a experiência de ter um blog, fiz um check-up psicológico. Fiquei viciado em blogs? Diagnóstico.

Clique na figura para fazer o teste.

No mesmo site, um questionário para verificar o valor de seu corpo. O meu vale $4575,00. Uau, me sinto bem.



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Fenómeno Oilman

Hoje teve o esperado reencontro com toda a minha família. Além das boas empanadas que comemos, falamos bastante do meu intercâmbio. Entre as experiências daqui de Curitiba, a mais importante é claro, o livro.

Expliquei cada etapa de Curitibocas - Diálogos Urbanos, os desafios, os sucessos, os obstáculos. Tudo. Contei sobre alguns dos personagens mas quando cheguei ao Oilman, cai na conta do difícil que é explicar a alguém de fora por quê esse super herói é parte da cultura popular curitibana.

Enquanto relatava, eu percebia alguns olhos confusos. Depois de algum tempo me perguntaram: "Só vai de sunga nas ruas?"; "Qual é a moral dele?"; "Vocês entrevistaram a ele de sunga e óleo?"

É engraçado ver as reações de pessoas daqui frente a um personagem como o Oilman. Curitiba é bem diferente que Buenos Aires. Aqui é quase impossível que alguém como Nelson Rebello crie um super herói urbano desta natureza. E se ainda ele consegue, demoraria muito mais anos dos que precisou na capital paranaense. Agora começo a imaginar os jornais argentinos comentando sobre um Oilman porteño... Que loucura.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Ceci, você está falando errado!

Lá em fevereiro, quando cheguei no Brasil eu teve que me acostumar a novas regras gramáticas. Eu falava em português do mesmo jeito de como eu falava em espanhol e isso resultava em orações bastante interessantes, se não incompreensíveis.

O tempo foi passando e as complicações apareceram com o espanhol. Eu misturava tudo, escrevia "história" com acento quando em espanhol não leva e cometia outros erros terríveis. Mas tudo bem, as pessoas entendiam minha situação meio confusa.

Hoje, após seis meses, eu me encontrei com uma grande amiga minha, a já citada Maru Ayam. Num bate papo que durou horas, ás vezes eu me confundia e falava palavras em português. Ela ria. Maru citou vários exemplos engraçados de meu novo portunhol. Teve um que eu me surpreendi. Como foi que eu pode confundir?

Em Curitiba, quando contava em espanhol para ela da luta para a publicação do livro e tal, eu usava a palavra editora, como se fala em português. Em espanhol, a acepção para essa palavra é outra.

Editora em português é editorial em espanhol. Porém, editora em espanhol é aquela pessoa que edita e corrige um texto. O mesmo acontece no inglês com publisher e editor.

Por tanto tempo eu cometi o mesmo erro. Que vergonha. Tem que ter me paciência agora. Daqui a pouco eu vou falar certo de novo.

domingo, 22 de julho de 2007

Bloco de notas para chuva


Chove em Curitiba... Mais do que ensopar desavisados, a água atrapalha que quer tomar notas. "Oh, e agora, como anotarei este dado importante que acaba de surgir nesta chuva?".

Seus problemas acabaram!

http://www.riteintherain.com

Bugiganga cool demais.

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Conheci através do Novo em Folha.