terça-feira, 10 de abril de 2007

Degravação total

Tela padrão quando estou degravando


Acabei de degravar a entrevista com o multi-artes Joba Tridente. Foram quatro horas de bate-papo que resultaram em três dias de trabalho para colocar em forma de texto. Digita, digita, perde o fio da meada. Dá Alt+Tab, muda para a tela do Windows Media Player, volta um pouco, dá Ctrl+P para pausar. Volta no Word, digita... um trabalho pouco empolgante.

Ao contrário do que 100% dos jornalistas competentes fazem ao entrevistar, não anotamos os tópicos da conversa. Isso economiza tempo na hora de degravar para os meios que tem uma limitação de espaço. Um livro aceita muito mais.

Claro que temos certos critérios. Retiramos as redundâncias, as partes confusas e o desinteressante. Isso eu tiro na hora que escuto as gravações. Um novo filtro se dará na próxima fase, quando começarem as edições das entrevistas. A pura transcrição da fala não dá certo no papel. os entrevistados retomam assunto do começo da entrevista, misturam temas, esquecem de frases no meio delas... coisas que todos nós fazemos sem nos dar conta. Mas ao fazer esse processo fica bem evidente.

Próxima degravação: Hélio Leites. Fique esperto que em qualquer momento vamos liberar trechos das entrevistas brutas e editadas.

Manual para fazer um livro I

Um projeto de livro não é coisa simples. Ter a idéia está bem, mas tem que ter uma metodologia ou estrategia para lograr o objetivo. Tem muitos obstáculos ou pequenos desafios que vão aparecendo no caminho.

Em primeiro lugar, se está trabalhando em equipe, como é nosso caso, divida as tarefas. Seja bem claro neste ponto, porque poderá influenciar muito no trabalho.

Em segundo lugar, faça um cronograma. É mais fácil visualizar a temporalidade do projeto e das diferentes fases dele. Agora, por exemplo, nós estamos finalizando a parte de entrevistar os personagens para passar a desgravação e edição dos textos. Também começa a parte mais dura: o contato com as editoras.

Em terceiro e último lugar, seja o mais profissional possível. Qualquer detalhe tem que ser tratado com seriedade e atenção.

Por enquanto, estas são as minhas dicas. Na real, são pequenas coisas que a gente vai percebendo na produção deste livro. Como o título diz, é o primeiro módulo (percebasse o "I"), depois escreveremos mais algumas considerações...

Seja um leitor RSS

O Blog do Curitibocas é Real Simple Syndication (RSS). Isso significa que você pode acompanhar as atualizações deste e de todos os sítios que dispoem desta tecnologia a partir de um leitor de RSS como se fosse a caixa de entrada de e-mails. O Google (sempre ele) lançou o Google Reader, bem prático de usar. Sempre que quiser ir diretamente a interface original do blog, o Reader facilita com o um link direto.

Se você é um feliz usuário do Firefox, basta clicar no ícone laranja que aparece no canto esquerdo da barra de endereço e adicionar. Se ainda não tem este navegador, sugiro que você baixe urgentemente. Na barra esquerda deste site, há um link que traz o Firefox.

Perceba que este link é um dos muitos links patrocinados do Google que estão nesta página. Cada vez que você clica neles, você ajuda mais ainda o Curitibocas a se concretizar.

Assim que chegarmos em Curitiba, este blog voltará com sua programação normal.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Lei de Murphy bem presente

A Lei de Murphy nunca falha. Quando algo pode sair mal, não se preocupe que sempre pode empiorar. Em espanhol, a expressão que eu usaria seria "dicho y hecho".

Passamos uma boa páscoa em Guaíba City, Rio Grande do Sul. Muito chocolate (até diria demais), bons momentos com amigos, um pouco de visitas turísticas, e claro, não podia faltar, o livro. Sim, a gente continuou com o projeto.

Para quem trabalha ou estuda, é lógico terminar o feriadão domingo à noite Agora bem, por que será que hoje, segunda-feira de noite, a gente ainda não chegou a Curitiba? Passo a explicar.

O carro estragou. O seguro levou ele para Curitiba. Tínhamos um vôo hoje as 18 h mas o cancelaram. Estamos em um hotel de Porto Alegre e partimos amanhã com a saída do sol. A lei de Murphy esteve bem presente nestas ultimas 24 horas. Tomara que pare em algum momento. Na pior das hipóteses, a gente faz a versão gaúcha do livro. Bem fácil, né?

domingo, 8 de abril de 2007

Impossible is nothing

Já varias pessoas nos preguntam sobre o surgimento deste projeto. Tanto os entrevistados quanto os potenciais leitores do livro ficam intrigados em saber qual é a nossa motivação. Como este blog serve para comunicar o mais possível tudo o que se relaciona com a evolução do projeto, o lógico é explicar a gênesis de Curitibocas.

O ano passado, aproximadamente perto destas datas, a dupla Varella/Arbolave começou a escrever um ensaio para participar num concurso da CAA (Camara de Anunciantes Argentina). Os três meses de trabalho deram sus frutos. Em outubro João Varella voltou a Buenos Aires para receber, junto com Cecilia, o primeiro prêmio (equivalente a 6000 pesos). Ver ensaio em Depósito Mirabolante.

Logo do sucesso em Argentina, a dupla decidiu ampliar os desafios e começar um novo projeto, mas esta vez no Brasil.

A continuação transcribimos dois emails de novembro de 2006 que mostram os momentos da gestação do projeto. Nota: a gente se comunica em espanhol, alias, os emails vão estar nessa língua.

"Se te ocurren personas para entrevistar?? La respuesta me imagino que es SI asique empezá a largar nombres y yo más adelante, ya en Curitiba y sin cosas de la Austral que hacer, me pongo a leer e investigar.." Ceci, 7 de novembro de 2006

"Si, tengo una lista grande de ideas para los curitibocas. No sé si es tu idea, pero acá hay un espacio bueno para trabajar personajes urbanos. Me explico: acá existe gente muy tradicional y famosa de la ciudad que son conocidas por las calles, no por estar en los medios. (...) Por supuesto que también existen los que son re interesantes pero no son ni un poco famosos." João, 8 de novembro de 2006

Até março a gente foi pensando o projeto a distancia. Enquanto os dois chegamos a Curitiba, já o livro tomou forma rapidamente. Em um mês fizermos um 80% das entrevistas, começamos com a desgravação e contatamos algumas editoras.

O caminho ainda é longo, mas a idéia já está bem consolidada. Não vamos parar até ter o livro nas nossas mãos e dizer, seguindo o slogan da Adidas: "Impossible is nothing".

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Interessante. E triste.

Reproduzo aqui o cometário de Elida Oliveira no meu Multiply (e devido ao cross-posting, será posto uma vez mais no Multiply):

Interessante. E triste. Já que vc está por aí mesmo, poderia ver com as Livrarias como é que afz para comprar esses livros de editoras pequenas... como faz? Se eu quiser um livro dessa editora, provavelmente a livraria comprará um único exemplar para me revender... mas e se eu não conheço, não sei que esse livro existe - como vou comprar?

Quantas editoras existem sem conseguir colocar os livros no circuito?

Como colocar um livro em editoras que estão no circuito?

Hum... qtas questões....

O que descobrimos até o momento: as grandes livrarias (Saraiva, Livrarias Curitiba) recebem de suas respectivas matrizes em São Paulo que por usa vez compram somente de editoras. Ou seja, não compram livros de editores independentes.

Saídas para o dilema:

1) Comercializar por internet. Exige uma custosa programação de cartões de crédito ou Pay Pal - ambas formas pouco usadas no Brasil.

2) Sairmos para vender de porta em porta ou de bar em bar, como eu e a Ceci vimos uma poeta fazendo com sua publicação. Nas palavras da Ceci: "Ojalá que no pase".

3) Colocar o livro em uma editora do circuito. Isso exige ter um bom nome no mercado (coisa que não temos) ou uma garantia de que o livro venderá bastante - assim fenômenos pop como Bruna Surfistinha e BBBs conseguiram lançar livros. Também não é o nosso caso.

O que estamos fazendo de concreto que pode ajudar a nos tornar mais conhecidos é colocar nosso making of neste blog. Quanto mais gente se interessar, mais nossa futura editora vai estar segura do retorno financeiro. Nos rendemos ao estilo "meu blog, minha vida" em prol desta causa. Espero que aí seja o limite do sacrifício. Não pretendemos alterar nenhuma vírgula do polêmico conteúdo que temos.

Estes dilemas não tem uma saída fácil. Estamos abertos à sugestões.
















Foto de Élida Oliveira.
Veja mais em http://ellidha.multiply.com

Não se angustiem

Prezado leitor,

Você se sente meio perdido? Sente que os posts deste blog falam de um livro que ainda não quer ser descoberto? Provabelmente é assim, mas não desista e tenha paciência. Quem aguarda, vai conhecer um projeto realmente interessante. "É tão bom mesmo?", você pode questionar. Bom, na verdade o interesse é subjetivo, mas tanto se você já é um fiel seguidor do gaúcho Varella ou da argentina Arbolave, quanto se é a primeira vez que entra em contato com a gente, o projeto vai te surprender.

Curitibocas é uma coletânea de vozes. Não, é um diálogo entre nós e personagens folclóricos da cidade. Não, é uma manifestação em contra dos mitos curitibanos. Na real, é tudo isto e mais. Difícil explicar algo que vai mudando e evoluindo día a día. Então, o blog tem esse objetivo: atualizar ao nosso leitor sobre o desenvolvimento do livro.

Seja feliz e acompanhe.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Piores que deputados

Atenção! Este blog declara recesso devido ao período de Páscoa. Novas atualizações a partir da próxima segunda-feira. Os autores não ignoram o fato deste sítio ainda carecer de sua formatação definitiva, título definitivo e explicações mais aprofundados sobre O QUE DIABOS É ESSE LIVRO?!?!?

*Ahen* Os futuros best-sellers buscarão inspiração pelos pampas. Maiores informações na data mencionada ou em boletins extraordinários. Sem mais, feliz páscoa.

Chico Buarque e as boas novas


Nos corredores do Teatro Guaira, encontrei outro aventureiro da literatura. Jean Pecharki e eu temos muito em comum. Estudamos jornalismo, apaixonados por jornal impresso, rpgistas, planos mirabolantes e com vontade de publicar um livro. Sem contar que coincidimos nos gostos musicais - estávamos no Guairão para ver o show do Chico Buarque.

Jean quer aproveitar o embalo do seu trabalho de conclusão de curso para publicar um livro sobre a ditadura em Curitiba. Afirmou conhecer diversas editoras pequenas que podem aceitar o projeto.

A vontade dele descontaminou o panorama negativo de Marisa. Não que Marisa quisesse me desestimular - como fez questão de frisar -, mas fato é que cheguei no show meio down, pensando em tudo que ela tinha me dito. Enfim, Curitibocas volta com carga total.

Apesar do público acompanhar as músicas com palmas e frases de "eu te amo" - sacrilégio, já que o som tinha nuances que exigiam maior atenção - o show estava ótimo.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Se mofar, metade será exportada para a Argentina


Fazer um livro chegar as livrarias curitibanas é cansativo, pouco lucrativo e extremamente difícil. Acabo de conversar com uma especialista da área que fez essas afirmações. Marisa Barreto trabalha na Editora Coração Brasil. De vez em quando me contrata para revisar o português de algum material.

Faz meio ano que reviso apostilas de cursos de medicina alternativa para ela. Nunca me pediu para revisar um livro.

Aproveitei este meu contato para falar do Curitibócas. "Mal negócio", foi o que ela me falou, em resumo. As duas últimas experiências com livros foram desestimulantes para a Coração.

Um foi um livro de auto-ajuda feito por uma ministrante de palestras. A idéia de Marisa era que a autora vendesse os livros em suas conferências. Nada feito devido a uma alegada timidez da autora.

A tentativa seguinte tinha tudo para dar certo. Produziu o livro do comentarista de futebol e medalhão Carneiro Neto. O autor foi em rádios, televisão, pagou coquetéis - onde dizem que o povo comprava o livro mais pela boca-livre do que pelo conteúdo propriamente dito. Resultado: Marisa tem estocados mil livros com contos engraçados do futebol. Marisa não achou graça nenhuma.

"Mas eu te ajudo no que for necessário", ofereceu a editora. Tomara que este projeto vá contra todas as expectativas da Coração e dê certo. Se não der, pelo menos metade vai viajar para a Argentina com a co-autora.

Crise de Identidade III - O Fim do Observatório


Eu realmente não tenho o menor jeito para apresentações. O Curitibocas nem está com o layout definido e eu já sai postando a segunda parte de um assunto que tinha começado em outro site. Enfim, sou mais de começar chutando o pau da barraca mesmo.

Na real, este post é só para finalizar essa fase de transição. É o fim do Observatório, que passa a chamar-se Depósito Mirabolante. O nome revela sua verdadeira vocação - coisa que há muito venho dizendo - e tem um toque rocambolesco que eu gosto. Observatório tem algo de pretensioso que não cabe mais na versão Multiply.
Optei por fazer a divulgação do livro principalmente pelo Blogger por que ele tem uma maior vocação para expandir. Multiply tem a proposta de fortalecer relações já existentes - pelo menos, é o que diz na apresentação deste famigerado sítio.

Prova da seriedade e qualidade do Multiply é essa ferramenta de publicação cruzada da qual faço uso agora. Mesmo sem estar 100% satisfeito com o serviço, este usuário permanecerá com sua conta aberta e ativa.

Agora chega de se alongar nisso de vantagens e desvantagens de um ou de outro. Vamos falar do livro?

terça-feira, 3 de abril de 2007

Crise de Identidade II - o projeto

Chega de mistério. O famigerado projeto que mencionei no Observatório é um livro. Eu me juntei com a já clássica parceira de empreitadas Cecilia Arbolave para tirar uma radiografia de Curitiba por meio de personagens da cidade. Tarefa difícil em qualquer lugar do mundo. Como o Brasil todo o mundo sabe que aprecia e valoriza a cultura de uma maneira geral, deve ser mais fácil.

Eu e minha companheira temos confiança no nosso taco. O projeto conta com um ineditismo formidável que tem tudo para dar certo. Para chamar a atenção do público e quem sabe de alguma editora, criamos um blog... este blog... estes blogs? Xi, complicou.

O Multiply conta com uma ferramenta de cross-posting. Significa que publicações do Multiply são automaticamente colocadas em certos sites, como o Blogger. Este post inaugura esta ferramenta. Seja você leitor do Curitibocas ou do Observatório irá acompanhar o desenrolar deste projeto. Curitibocas especializado em assuntos do livro. Observatório segue como estoque pessoal.

O Blogger permite que outros usuários colaborem com o blog. Ou seja, haverão posts da Cecilia, meus e trechos do livro no Observatório. Fica agora por critério do amigo leitor por onde acompanhar esta saga.

Mas essa história não termina aqui. Mal falei do livro. Tenho que me segurar para não mandar outro post quilométrico.